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Vazio sanitário da soja começa em 27 de junho em Goiás

O vazio sanitário da soja terá início em Goiás no dia 27 de junho e seguirá até 24 de setembro. Durante esse período, fica proibido o cultivo e a manutenção de plantas vivas de soja no campo. A medida é fundamental para prevenir pragas e doenças, principalmente a ferrugem asiática, considerada a principal ameaça sanitária […] O post Vazio sanitário da soja começa em 27 de junho em Goiás apareceu primeiro em Agência Goiás de Notícias.

Redação
Por Redação
Vazio sanitário da soja começa em 27 de junho em Goiás
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O vazio sanitário da soja terá início em Goiás no dia 27 de junho e seguirá até 24 de setembro. Durante esse período, fica proibido o cultivo e a manutenção de plantas vivas de soja no campo. A medida é fundamental para prevenir pragas e doenças, principalmente a ferrugem asiática, considerada a principal ameaça sanitária à cultura.

O calendário foi definido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Portaria nº 1.579, de 09 de abril de 2026. Já a janela de semeadura da soja no estado será de 25 de setembro a 02 de janeiro de 2027.

O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, destaca a importância da medida para a sanidade das lavouras.

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“O vazio sanitário é uma medida consolidada, respaldada pela ciência e comprovada pela experiência no campo. O sojicultor goiano sabe disso e tem sido um grande parceiro da Agrodefesa. Respeitar o vazio é estratégico para garantir produtividade e competitividade”, lembra.

Por que o vazio sanitário da soja é importante?

A principal função do vazio sanitário da soja é interromper o ciclo de sobrevivência de pragas e doenças entre uma safra e outra. Para isso, os produtores devem eliminar todas as plantas vivas de soja existentes nas propriedades, inclusive aquelas que surgem espontaneamente.

Vazio sanitário sojaNesse período, fica proibido o cultivo e a manutenção de plantas vivas de soja no campo (Foto: Agrodefesa)

Conhecidas como tigueras ou plantas guaxas, essas plantas favorecem a chamada ponte verde, permitindo a sobrevivência do fungo causador da ferrugem asiática.

O gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Leonardo Macedo, alerta para a necessidade desse controle. “Elas fazem a ponte verde, proporcionando condições para que o fungo Phakopsora pachyrhizi sobreviva e prejudique a próxima safra, além de servir como fonte de inóculo ou fonte de infestação para outras pragas como, por exemplo, a mosca branca, que possui alto poder reprodutivo”, explica.

Cadastro das lavouras continua obrigatório

Vazio sanitário sojaTigueras ou plantas guaxas favorecem a chamada ponte verde, permitindo a sobrevivência do fungo causador da ferrugem asiática (Foto: Agrodefesa)

A Instrução Normativa nº 6/2024 da Agrodefesa institui o Programa Estadual de Prevenção e Controle de Pragas para a Cultura da Soja. A norma mantém os períodos de vazio sanitário, de 27 de junho a 24 de setembro, e de semeadura, de 25 de setembro a 02 de janeiro.

Além disso, determina o cadastramento obrigatório das lavouras no Sistema de Defesa Agropecuária (Sidago) até 15 dias após o término da janela de semeadura, ou seja, até 17 de janeiro de 2027.

Goiás deve colher mais de 20 milhões de toneladas

Segundo o 9º Levantamento da Safra de Grãos 2025/2026 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Goiás deve encerrar a temporada com produção de 20,1 milhões de toneladas de soja, o terceiro maior volume entre os estados brasileiros.

A produção corresponde a 11,3% do total nacional. Para o diretor de Defesa Agropecuária da Agrodefesa, Rafael Vieira, o desempenho reforça a importância do trabalho conjunto entre produtores, entidades e poder público. “Essa parceria é fundamental para o sucesso das políticas fitossanitárias. Nosso objetivo é o mesmo: ampliar cada vez mais a competitividade e a sustentabilidade do agro goiano”, acrescenta.

Ferrugem asiática pode causar perdas superiores a 70%

A ferrugem asiática é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, que ataca as folhas da soja e se espalha por esporos transportados pelo vento.

Quando encontra plantas hospedeiras vivas, o fungo se multiplica rapidamente, provocando desfolha precoce, redução da produtividade e aumento dos custos de produção com aplicações de fungicidas.

Se não for controlada, a doença pode causar perdas superiores a 70% da produção em áreas severamente afetadas, o que reforça a importância do cumprimento do vazio sanitário e da eliminação das tigueras nas propriedades rurais.

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FONTE/CRÉDITOS: Agatha Couto

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