A decisão de restringir o funcionamento dos supermercados aos domingos e feriados em Goiás, com fechamento dos estabelecimentos às 11 horas, foi apresentada como uma conquista voltada à melhoria das condições de trabalho dos empregados do setor. No entanto, uma decisão dessa magnitude deveria ter sido precedida por discussão ampla, transparente e participativa.
Apesar da boa intenção que possa ter motivado a proposta,
a mudança impacta a rotina do movimento da economia nos municípios. Faltou espaço para que pequenos, médios e grandes supermercadistas, trabalhadores do setor, associações comerciais e empresariais, representantes do poder público e segmentos correlatos pudessem apresentar sugestões e perspectivas.
Chama a atenção para não apresentação de estudo que avaliasse os possíveis impactos econômicos, identificar e notificar eventuais ajustes e construir consensos mais sólidos. Quando decisões são tomadas sem ampla participação da maioria, o risco de consequências são maiores.
Há perguntas que merecem respostas sobre a nova regra. Aliás, audiências poderiam ter sido realizadas, permitindo que setores da sociedade contribuíssem para a formalização da medida. Decisões que interferem na vida econômica e social não devem ser tomadas apenas com base em acordos restritos de uma convenção.
Quanto maior o impacto coletivo, maior deve ser o compromisso com a perspectiva de melhorias. É possível defender melhorias para supermercadistas, trabalhadores e consumidores, considerando a relação de quem vende, de quem trabalha e de quem compra.

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