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Quarta-feira, 04 de Novembro 2026
Política

Entenda como funciona o voto distrital misto e as mudanças na eleição

Proposta apoiada por líderes da Câmara busca alterar o modelo eleitoral brasileiro para deputados e vereadores nos próximos anos.

Redação
Por Redação
Entenda como funciona o voto distrital misto e as mudanças na eleição
© Kayo Magalhaes/Câmara dos deputados
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Pouco após as eleições, lideranças partidárias da Câmara dos Deputados apresentaram uma proposta para implementar o voto distrital misto no Brasil, visando reformar a escolha de parlamentares federais, estaduais e municipais a partir dos próximos pleitos.

A mudança busca substituir o atual modelo proporcional usado para eleger deputados e vereadores. Apenas a escolha para o Senado manteria o formato majoritário tradicional.

Proposta de Emenda à Constituição

Sob a liderança do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), legendas como PP, PSD, União Brasil, Podemos e PSB defendem aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com transição iniciada em 2030 e consolidação em 2034.

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Como funciona o sistema proporcional atual

No modelo em vigor, os votos dados aos candidatos ou às legendas são contabilizados para calcular o quociente eleitoral. Esse índice divide os votos válidos pelo número de vagas disponíveis na casa legislativa.

Com base nisso, definem-se as cadeiras de cada partido. Assim, os postulantes mais votados dentro da sigla ocupam as vagas, mesmo que tenham menos votos individuais que concorrentes de outros partidos.

'Puxadores de voto' e cláusula de barreira

O sistema proporcional visa valorizar as ideologias partidárias. No entanto, críticos pontuam que ele permite a eleição de candidatos com pouca votação direta, favorecidos pelos chamados "puxadores de voto".

Para mitigar essa distorção, exige-se desde 2015 que o candidato obtenha pelo menos 10% do quociente eleitoral para poder tomar posse.

O funcionamento do voto distrital misto

Na alternativa em debate, as vagas parlamentares seriam divididas igualmente entre dois modelos. Metade dos eleitos viria do voto direto em distritos e a outra metade de uma lista partidária fechada.

No formato distrital, o estado é dividido em regiões e vence o candidato mais votado em cada uma. Defensores apontam campanhas mais baratas, enquanto críticos alertam para o risco de prejuízo às minorias e manipulação de limites territoriais.

Lista partidária e próximos passos

Já na lista fechada, o eleitor vota na legenda, que pré-define a ordem dos ocupantes das vagas. A medida fortalece a estrutura partidária, mas confere grande poder às lideranças internas dos partidos.

O projeto tem como referência propostas anteriores aprovadas pelo Senado em 2017, mas o texto final da nova PEC ainda pode passar por ajustes durante as negociações na Câmara.

FONTE/CRÉDITOS: Lucas Pordeus León - repórter da Agência Brasil

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