O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central define nesta quarta-feira (4) o novo rumo da Taxa Selic, em sua penúltima reunião do ano, avaliando um possível corte nos juros básicos de 13,75% para 13,5% ao ano para conter desdobramentos econômicos recentes.
De acordo com o relatório Focus mais recente, a expectativa da maioria das instituições financeiras é de uma redução de 0,25 ponto percentual. No entanto, analistas já preveem a manutenção desse patamar nas reuniões seguintes diante das incertezas fiscais e cambiais.
O encontro do colegiado ocorre em um momento de desfalque na diretoria do Banco Central, visto que os mandatos de dois diretores expiraram no fim de 2025. O governo federal ainda não encaminhou as novas indicações ao Senado para aprovação.
Na última ata, a autoridade monetária ressaltou a postura de cautela com a condução da economia. Fatores como a valorização do dólar, alta no preço do petróleo e os efeitos do fenômeno El Niño sobre os alimentos continuam no radar do comitê.
Impacto na inflação e projeções
Embora a prévia da inflação (IPCA-15) tenha mostrado desaceleração recente para 0,32%, o índice acumulado em 12 meses atingiu 4,62%, superando o teto da meta. As estimativas do mercado para a inflação deste ano subiram para 5,22%.
Funcionamento da taxa de juros
A taxa básica funciona como o principal instrumento para controlar o custo do crédito e moderar o consumo na economia. Ao elevar os juros, o Banco Central desestimula a demanda; ao reduzi-los, busca incentivar a atividade econômica.
Com o sistema de meta contínua em vigor, a meta central estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual, sendo avaliada de forma móvel ao longo de 12 meses.

Viver Goiás