Revista Viver Goiás

Empreendedorismo - Especialistas sugerem alternativas para se manter vivo na crise

Confira Entrevista com Luciana Padovez e Altair Camargo da Sempreende - Escola de Mentes Empreendedoras

Em meio a tantas perguntas sem respostas, incertezas em relação à economia, provocadas pela pandemia da Covid 19, a maioria dos empreendedores se mostra ansiosa e desestimulada.Muitos avaliam reduzir ou encerrar atividades. Outros buscam alternativas para sobreviver e não demitir. A Revista Viver Goiás conversou com os  especialistas. Luciana Padovez Cualheta, PhD  em administração com foco em empreendedorismo pela UNB, professora e consultora, e Altair Camargo, PhD em administração pela USP, também professor e consultor. Fundadores da Escola de Mentes Empreendedoras Sempreende, eles criaram a Jornada da Retomada, para auxiliar empreendedores de diversas áreas, neste momento de crise. Na entrevista, Luciana e Altair avaliam os resultados da iniciativa,  falam sobre criatividade, colaboração e sobre outros temas de interesse do empreendedor.

 

Como vocês estão administrando este momento de quarentena e as consequências da crise?                          

 Nosso negócio sempre teve uma forte presença online, apesar das aulas serem presenciais. O que fizemos foi intensificar ainda mais essa presença, publicando conteúdo de qualidade no Instagram, LinkedIn, nosso blog e Telegram. Também estamos fazendo o lançamento de nossos cursos online. O mercado de educação à distância é um dos que mais deve se beneficiar com a crise e muitas pessoas irão precisar de treinamentos em empreendedorismo, então para nós, a crise, apesar de indesejada, é promissora. Nos próximos meses lançaremos todos os nossos cursos pela internet, mantendo nossa metodologia, usando sempre exemplos práticos e muitos exercícios que garantem o aprendizado. Os primeiros cursos serão: Uau (nosso curso de atendimento), Marketing com Mídias Sociais, People Skills, Criatividade e Liderança.

                                               

Vocês são empreendedores, professores e consultores. Quais as principais demandas que seus alunos e clientes têm trazido a vocês atualmente?

As demandas se referem principalmente a sobreviver à crise e ter mais presença digital. A maioria dos pequenos negócios não tem uma grande reserva no caixa, e em momentos como esse têm dificuldades para se manter. Muitos dos alunos têm essa demanda, sobre como reduzir os custos e continuar vendendo. Além disso, vários negócios não estavam devidamente preparados para o mundo digital e nos buscam para ajudar a pensar em posicionamento e atendimento online. Também damos muitas dicas de como estimular a criatividade e manter a equipe motivada.

 

Vocês lançaram e realizaram, recentemente a Jornada da Retomada. Como foram os resultados dessa iniciativa?

 A Jornada da Retomada foi nossa forma de contribuir com esse momento de difícil para tantas empresas e pessoas. Nós acreditamos que a colaboração e a empatia fazem diferença em momentos como esse. Por isso, produzimos 5 cursos de alta qualidade, focados na recuperação da crise. Os temas eram sobre pessoas, emoções, criatividade, empatia, inovação, divulgação e atendimento. Os cursos foram liberados gratuitamente e tivemos mais de 2.000 inscritos. Os feedbacks foram muito positivos. Para nós foi incrível contribuir com tantas pessoas.

 

O momento é de criatividade, de buscar alternativas. Como o empreendedor pode motivar sua equipe neste momento para que possam buscar juntos as soluções?

Para manter a equipe motivada, a transparência é fundamental. Muitos têm medo de falar com sua equipe sobre as dificuldades financeiras, ou de compartilhar problemas, mas isso gera ainda mais insegurança. Quando não têm informações, as pessoas criam suas próprias versões e podem presumir que serão demitidas ou que a empresa irá falir. Por isso, é fundamental manter um canal aberto de comunicação, informando com frequência os funcionários sobre as decisões. Também é interessante mostrar para a equipe que todos podem sair mais fortes da crise, não apenas a empresa, pois os funcionários também estão aprendendo a lidar com dificuldades.

 

Falamos de RH, agora vamos para o cliente. Os desafios agora são manter e conseguir outros clientes, há alguma fórmula para isso?

Primeiramente, devemos lembrar que a razão de existir de um negócio sempre foi e sempre será a solução de problemas de clientes. Se você não resolve o problema de nenhum cliente, se tem um produto ou serviço que não é de necessidade ou desejo de ninguém, você não vende. Por isso, o momento é de olhar para seus clientes e entender quais problemas eles têm e como sua empresa pode ajudá-los a solucionar esses problemas. As empresas que tiverem mais empatia sairão à frente. Além disso, as pessoas precisam saber que os cuidados com a higiene e prevenção contra o covid estão sendo tomados, pois isso gera mais confiança ao comprar. Por fim, é fundamental ter um ótimo atendimento online, facilitando a vida do cliente, ao responder rapidamente, de forma humanizada e fornecendo várias informações sobre produtos e serviços. Muitas empresas ainda pecam muito no atendimento e vão culpar a crise pela falta de vendas, quando a culpa é delas mesmas.

 

Sobre redução de custos, tem alguma área que é melhor cortar por último?

Nossa recomendação tem sido cortar o máximo possível de custos fixos, como aluguel, mensalidades, etc, renegociar prazos com fornecedores e se livrar de quaisquer despesas que não sejam essenciais. Recomendamos evitar ao máximo as demissões, pois sabemos que as pessoas são o bem mais valioso de uma empresa. Sem pessoas a empresa não existe e se a crise passar, você precisará de uma boa equipe para retomar. Quem ficou, tende a estar mais grato e motivado. Além disso, é importante continuar investindo em marketing, principalmente nos canais digitais. Para isso, é preciso ter conhecimento sobre anúncios patrocinados para não desperdiçar dinheiro. Por isso esse foi um dos cursos que oferecemos.

 

Algumas empresas estão tentando recuperar o caixa com serviços pré-pagos, conhecidos por vouchers, é uma boa estratégia?

Os vouchers são uma boa estratégia a curto prazo, mas deve-se ter o cuidado de não oferecer vouchers em excesso, pois assim o empreendedor pode estar se salvando agora apenas para afundar depois. Se ele consegue atender 100 pessoas por mês, por exemplo e vende 200 vouchers, ele irá ficar 2 meses sem vender mais nada, pois não terá capacidade para atender. O ideal é vender vouchers apenas para cobrir seus custos mais imediatos.

 

Qual a dica mais valiosa que vocês dariam aos seus clientes e alunos, nesse contexto da Covid 19?   

Entender que o futuro dos negócios já chegou. Não dá mais para trabalhar de forma amadora no ambiente digital, não dá mais para atender de qualquer jeito, para ter apenas um canal de venda. É momento de se renovar e se readaptar, pois novos comportamentos de compra estão sendo criados. É fundamental entender seu cliente e oferecer produtos e serviços que eles realmente queiram comprar.        

 

 

          Luciana Padovez Cualheta
 PhD em Administração com foco em Empreendedorismo
Co- fundadora da Sempreende- Escola de Mentes Empreendedoras
E professora de cursos de Empreendedorismo

 

 

Altair Camargo
PhD em Administração pela USP
Co-fundador da Semprende- Escola de Mentes Empreendedoras
Professor de marketing e outros cursos voltados para o Empreendedorismo

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Empreendedorismo - Especialistas sugerem alternativas para se manter vivo na crise

Em meio a tantas perguntas sem respostas, incertezas em relação à economia, provocadas pela pandemia da Covid 19, a maioria dos empreendedores se mostra ansiosa e desestimulada.Muitos avaliam reduzir ou encerrar atividades. Outros buscam alternativas para sobreviver e não demitir. A Revista Viver Goiás conversou com os  especialistas. Luciana Padovez Cualheta, PhD  em administração com foco em empreendedorismo pela UNB, professora e consultora, e Altair Camargo, PhD em administração pela USP, também professor e consultor. Fundadores da Escola de Mentes Empreendedoras Sempreende, eles criaram a Jornada da Retomada, para auxiliar empreendedores de diversas áreas, neste momento de crise. Na entrevista, Luciana e Altair avaliam os resultados da iniciativa,  falam sobre criatividade, colaboração e sobre outros temas de interesse do empreendedor.

 

Como vocês estão administrando este momento de quarentena e as consequências da crise?                          

 Nosso negócio sempre teve uma forte presença online, apesar das aulas serem presenciais. O que fizemos foi intensificar ainda mais essa presença, publicando conteúdo de qualidade no Instagram, LinkedIn, nosso blog e Telegram. Também estamos fazendo o lançamento de nossos cursos online. O mercado de educação à distância é um dos que mais deve se beneficiar com a crise e muitas pessoas irão precisar de treinamentos em empreendedorismo, então para nós, a crise, apesar de indesejada, é promissora. Nos próximos meses lançaremos todos os nossos cursos pela internet, mantendo nossa metodologia, usando sempre exemplos práticos e muitos exercícios que garantem o aprendizado. Os primeiros cursos serão: Uau (nosso curso de atendimento), Marketing com Mídias Sociais, People Skills, Criatividade e Liderança.

                                               

Vocês são empreendedores, professores e consultores. Quais as principais demandas que seus alunos e clientes têm trazido a vocês atualmente?

As demandas se referem principalmente a sobreviver à crise e ter mais presença digital. A maioria dos pequenos negócios não tem uma grande reserva no caixa, e em momentos como esse têm dificuldades para se manter. Muitos dos alunos têm essa demanda, sobre como reduzir os custos e continuar vendendo. Além disso, vários negócios não estavam devidamente preparados para o mundo digital e nos buscam para ajudar a pensar em posicionamento e atendimento online. Também damos muitas dicas de como estimular a criatividade e manter a equipe motivada.

 

Vocês lançaram e realizaram, recentemente a Jornada da Retomada. Como foram os resultados dessa iniciativa?

 A Jornada da Retomada foi nossa forma de contribuir com esse momento de difícil para tantas empresas e pessoas. Nós acreditamos que a colaboração e a empatia fazem diferença em momentos como esse. Por isso, produzimos 5 cursos de alta qualidade, focados na recuperação da crise. Os temas eram sobre pessoas, emoções, criatividade, empatia, inovação, divulgação e atendimento. Os cursos foram liberados gratuitamente e tivemos mais de 2.000 inscritos. Os feedbacks foram muito positivos. Para nós foi incrível contribuir com tantas pessoas.

 

O momento é de criatividade, de buscar alternativas. Como o empreendedor pode motivar sua equipe neste momento para que possam buscar juntos as soluções?

Para manter a equipe motivada, a transparência é fundamental. Muitos têm medo de falar com sua equipe sobre as dificuldades financeiras, ou de compartilhar problemas, mas isso gera ainda mais insegurança. Quando não têm informações, as pessoas criam suas próprias versões e podem presumir que serão demitidas ou que a empresa irá falir. Por isso, é fundamental manter um canal aberto de comunicação, informando com frequência os funcionários sobre as decisões. Também é interessante mostrar para a equipe que todos podem sair mais fortes da crise, não apenas a empresa, pois os funcionários também estão aprendendo a lidar com dificuldades.

 

Falamos de RH, agora vamos para o cliente. Os desafios agora são manter e conseguir outros clientes, há alguma fórmula para isso?

Primeiramente, devemos lembrar que a razão de existir de um negócio sempre foi e sempre será a solução de problemas de clientes. Se você não resolve o problema de nenhum cliente, se tem um produto ou serviço que não é de necessidade ou desejo de ninguém, você não vende. Por isso, o momento é de olhar para seus clientes e entender quais problemas eles têm e como sua empresa pode ajudá-los a solucionar esses problemas. As empresas que tiverem mais empatia sairão à frente. Além disso, as pessoas precisam saber que os cuidados com a higiene e prevenção contra o covid estão sendo tomados, pois isso gera mais confiança ao comprar. Por fim, é fundamental ter um ótimo atendimento online, facilitando a vida do cliente, ao responder rapidamente, de forma humanizada e fornecendo várias informações sobre produtos e serviços. Muitas empresas ainda pecam muito no atendimento e vão culpar a crise pela falta de vendas, quando a culpa é delas mesmas.

 

Sobre redução de custos, tem alguma área que é melhor cortar por último?

Nossa recomendação tem sido cortar o máximo possível de custos fixos, como aluguel, mensalidades, etc, renegociar prazos com fornecedores e se livrar de quaisquer despesas que não sejam essenciais. Recomendamos evitar ao máximo as demissões, pois sabemos que as pessoas são o bem mais valioso de uma empresa. Sem pessoas a empresa não existe e se a crise passar, você precisará de uma boa equipe para retomar. Quem ficou, tende a estar mais grato e motivado. Além disso, é importante continuar investindo em marketing, principalmente nos canais digitais. Para isso, é preciso ter conhecimento sobre anúncios patrocinados para não desperdiçar dinheiro. Por isso esse foi um dos cursos que oferecemos.

 

Algumas empresas estão tentando recuperar o caixa com serviços pré-pagos, conhecidos por vouchers, é uma boa estratégia?

Os vouchers são uma boa estratégia a curto prazo, mas deve-se ter o cuidado de não oferecer vouchers em excesso, pois assim o empreendedor pode estar se salvando agora apenas para afundar depois. Se ele consegue atender 100 pessoas por mês, por exemplo e vende 200 vouchers, ele irá ficar 2 meses sem vender mais nada, pois não terá capacidade para atender. O ideal é vender vouchers apenas para cobrir seus custos mais imediatos.

 

Qual a dica mais valiosa que vocês dariam aos seus clientes e alunos, nesse contexto da Covid 19?   

Entender que o futuro dos negócios já chegou. Não dá mais para trabalhar de forma amadora no ambiente digital, não dá mais para atender de qualquer jeito, para ter apenas um canal de venda. É momento de se renovar e se readaptar, pois novos comportamentos de compra estão sendo criados. É fundamental entender seu cliente e oferecer produtos e serviços que eles realmente queiram comprar.        

 

 

          Luciana Padovez Cualheta
 PhD em Administração com foco em Empreendedorismo
Co- fundadora da Sempreende- Escola de Mentes Empreendedoras
E professora de cursos de Empreendedorismo

 

 

Altair Camargo
PhD em Administração pela USP
Co-fundador da Semprende- Escola de Mentes Empreendedoras
Professor de marketing e outros cursos voltados para o Empreendedorismo

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