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Quinta-feira, 30 de Abril 2026
Cidades

Acidentes com mortes em Goiânia aumentam 7% em 2020

Dados foram apresentados pelo secretário de Saúde de Goiânia, Durval Pedroso, em reunião da Comissão Intersetorial do Programa Vida no Trânsito

Redação
Por Redação
Acidentes com mortes em Goiânia aumentam 7% em 2020
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Apesar da pandemia e do isolamento social, Goiânia teve aumento de 7% no número de acidentes fatais no trânsito em 2019 e 2020. O número de óbitos passou de 168 para 180. É o que mostra estudo realizado pela Subcomissão de Análise de Dados e Gestão da Informação do Programa Vida no Trânsito, composta por representantes das secretaria de Saúde municipal e estadual, Secretaria Municipal de Mobilidade e Secretaria de Segurança Pública do Estado. Uma ampla análise do estudo foi apresentada pelo secretário de Saúde, Durval Pedroso, na tarde desta quinta-feira (22/6).
 
Ainda segundo o levantamento, a maioria dos acidentes fatais ocorreu nos finais de semana e segundas-feiras, no período noturno. A maior parte dos óbitos foi de pessoas residentes em Goiânia, sendo que 76% eram do sexo masculino, com idades entre 20 e 59 anos. O tipo de vítima segundo o meio de transporte são: 1º motociclistas, com 101 mortes; 2º pedestre, 36 vítimas e 3º ciclista, com 17 óbitos. O número de ciclistas mortos no trânsito teve aumento de quase 100% em relação a 2019, mas nenhum caso ocorreu em ciclovias.  

Durval Pedroso destacou os reflexos dos números na área da Saúde. "Violência no trânsito impacta diretamente em três áreas: crescimento da ocupação de leitos, aumento na realização de cirurgias de alto custo e sequelas. Importante destacar também que a perigosa associação de velocidade e álcool continua ceifando vidas em nossa cidade", pontuou.
 
Com os dados coletados, a Secretaria Municipal de Mobilidade busca, por meio de análises, evitar o aumento de vítimas fatais no trânsito. As ações envolvem desde do trabalho educativo a intervenções, seja na parte de sinalização horizontal, vertical e semafórica, a mudanças na infraestrutura do local, caso constatada a necessidade. “O papel principal da SMM é reduzir os acidentes e mortes violentas no trânsito. Essa é a nossa missão”, disse o secretário de Mobilidade, Horácio Mello.
 
Horácio destacou que os órgãos de saúde são os mais impactados com os acidentes, por isso, toda ação da pasta é voltada para a proteção dos mais frágeis. “Nossa sinalização prioriza a faixa de pedestre não semaforizada, o motobox, a recuperação da malha cicloviária e ciclorrotas para quem queira aderir ao modal bicicleta. Além disso, as ações das nossas equipes de educação e fiscalização para o trânsito são no mesmo sentido. É uma parceria de ciência no trânsito para reduzir esse drama social, essa tragédia anunciada que é a violência no trânsito para qual não tem vacina, a não ser a mudança de comportamento”, afirmou o titular da SMM Goiânia.  

Os principais fatores de risco levantados pelo estudo foram
● 1º velocidade, 51 óbitos (45% dos casos)
● 2º álcool, 34 óbitos (33% dos casos)
● 3º infraestrutura, 9 óbitos (8% dos casos). 

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Outros fatores levantados no estudo
● Conduta de risco:
● 1º) conduzir sem CNH (23%)
● 2º) não manter distância mínima (17%)
● 3º) avanço de sinal (14%), 17 pessoas foram a óbito por avançar o sinal
● Fatores e gravidade: não uso do cinto de segurança ou da “cadeirinha” (Dispositivo de Proteção de Criança
● Motociclista: principal acidente foi de abalroamento com um automóvel
● Pedestre: principal acidente foi de atropelamento por um automóvel, em seguida por uma motocicleta
● Condutor/passageiro de automóvel: principal acidente foi choque contra objeto fixo ou parado

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