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Quarta-feira, 30 de Setembro 2026
Política

FNP cobra propostas de presidenciáveis em carta sobre pacto federativo

Entidade que reúne prefeitos divulgou documento com demandas urgentes para os próximos quatro anos em áreas como saúde e transporte.

Redação
Por Redação
FNP cobra propostas de presidenciáveis em carta sobre pacto federativo
© Antônio Cruz/ Agência Brasil
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A Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) cobrou dos candidatos à Presidência da República a construção de uma nova relação federativa, exigindo maior participação dos governos locais nas decisões nacionais por meio de uma carta pública.

Publicado nesta quarta-feira (30), o documento aponta que o próximo mandato presidencial representa uma oportunidade estratégica para avançar em pautas essenciais para o pacto federativo, abrangendo áreas como reforma tributária, saúde, segurança e emergência climática.

O foco central da mobilização é garantir o cumprimento da Emenda Constitucional 128. A regra proíbe que a União ou os estados transfiram novas obrigações financeiras aos municípios sem o respectivo repasse de recursos para o custeio.

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As demandas prioritárias apresentadas no manifesto incluem:

  • Revisão do FPM: a entidade aponta distorções na partilha do Fundo de Participação dos Municípios, citando que dezenas de milhões de brasileiros vivem em cidades com baixa receita por habitante;
  • Reforma tributária: defesa de monitoramento constante dos impactos do novo sistema para assegurar a voz dos gestores locais;
  • Financiamento da saúde: dados da carta mostram que os municípios aplicaram R$ 64 bilhões acima do mínimo exigido em 2025 para suprir deficiências do SUS;
  • Transporte público: cobrança por aportes permanentes da União e aplicação efetiva do marco legal do setor;
  • Federalismo climático: estratégias mais robustas de prevenção a desastres naturais e financiamento adequado;
  • Segurança pública: inclusão das administrações municipais na gestão de fundos da área e suporte a políticas de combate ao feminicídio.

Por fim, a entidade reforça que o diálogo institucional contínuo com as prefeituras é indispensável para a governabilidade do país, resumindo que não há federação sólida sem a atuação direta das cidades.

FONTE/CRÉDITOS: Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

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