Um manifesto divulgado por economistas nesta sexta-feira (30) aponta que a tributação dos ricos deve substituir cortes de despesas sociais defendidos pelo mercado financeiro. O grupo de 50 especialistas critica pressões por um ajuste fiscal severo na dívida pública.
O documento argumenta que o verdadeiro peso nas contas públicas vem dos juros elevados fixados pelo Banco Central, e não dos investimentos sociais da União. A dívida bruta nacional atingiu patamares elevados recentemente.
Segundo os profissionais, o setor financeiro tenta impor uma agenda derrotada nas urnas. Eles alertam que um governo eleito pelo voto popular não pode seguir a via de cortes drásticos no orçamento.
Tributação de Altas Rendas
Em vez de afetar áreas sociais, os economistas sugerem antecipar a taxação mínima para altas rendas. A medida abrangeria dividendos e aplicações atualmente isentas no país.
O texto aponta que rever incentivos fiscais e tributar lucros acumulados traria receitas significativas sem penalizar a população de menor renda.
Selic e meta de inflação
O manifesto também pede o fim de novas altas na taxa Selic e defende a revisão da meta de inflação pelo Conselho Monetário Nacional, integrando o pleno emprego aos objetivos do Banco Central.
Nova regra fiscal
Por fim, os especialistas recomendam a aprovação de uma nova regra fiscal no Congresso. A proposta visa excluir investimentos públicos essenciais dos limites de gastos, permitindo a transição ecológica e o crescimento econômico.

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