O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, admitiu nesta quarta-feira (28) que o partido não possui provas para sustentar as acusações de fraude eleitoral feitas por Flávio Bolsonaro após a derrota nas urnas para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em uma primeira versão de um manifesto divulgado na rede social X, Flávio se autodenominou o verdadeiro presidente eleito do país. O trecho foi alterado minutos depois para líder do Brasil.
Questionado sobre as alegações de adulteração no pleito, Marinho foi categórico. O PL não pode fazer essa afirmação, pois não há elementos comprobatórios, declarou o senador em entrevista coletiva.
Para o parlamentar, o teor da carta seria um desabafo decorrente da decisão de deixar o país rumo aos Estados Unidos. Marinho classificou o aliado como um exilado, embora a viagem tenha ocorrido de forma voluntária.
Bolsonaro é alvo de investigações sobre lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. Ele perderá o foro privilegiado ao término do mandato de senador no próximo ano.
Repercussão internacional
O senador do PL também comentou a postura de autoridades estrangeiras. Sobre a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que não vai se envolver no caso, Marinho pontuou que cabe ao Brasil solucionar seus próprios conflitos.
Espero que não haja nenhuma intervenção no processo interno do país, reforçou o líder da oposição ao rejeitar interferências externas.
Contexto da votação
No segundo turno, Lula obteve 64 milhões de votos, enquanto Flávio somou pouco mais de 59 milhões. As críticas do candidato derrotado também miram a extensão do horário de votação autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin.
Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam que a extensão computou pouco mais de 34 mil votos, em um universo de 158,7 milhões de eleitores aptos.
A lisura do processo foi reconhecida pelo próprio PL, pela Organização dos Estados Americanos (OEA) e por diversos líderes internacionais, desmentindo as teses sem respaldo apresentadas na carta.

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