A taxa de desemprego no trimestre encerrado em agosto recuou para 5,3%, alcançando o menor patamar já documentado para o período desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2012. O indicador reflete um cenário de forte expansão nas vagas e nos rendimentos em todo o país.
Esse resultado representa uma retração frente ao trimestre móvel encerrado em maio, quando o índice marcava 5,6%. Segundo avaliações da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, os números vieram alinhados com as projeções dos analistas do mercado financeiro.
As informações foram divulgadas nesta terça-feira (29) por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. O levantamento detalha o comportamento do emprego para cidadãos com 14 anos ou mais em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal.
O estudo aponta que a população ocupada saltou para 103,5 milhões de pessoas, estabelecendo um novo recorde. Esse volume indica um acréscimo de 774 mil trabalhadores, o que representa uma alta de 0,8% em comparação ao trimestre anterior.
Os setores que mais impulsionaram esse crescimento foram a indústria geral, com expansão de 2%, e o subsetor da construção, que registrou avanço de 4,1% no período.
Carteira assinada na máxima
O número de empregados do setor privado formalizados com carteira assinada chegou a 39,5 milhões, configurando mais uma marca histórica para o mercado de trabalho nacional.
Em sentido oposto, a população desocupada diminuiu para 5,8 milhões de pessoas, uma queda de 4,6% frente aos três meses imediatamente anteriores.
Já o grupo de desalentados manteve-se estável em 2,4 milhões de brasileiros. A taxa de informalidade ficou em 37,5%, abrangendo cerca de 38,8 milhões de trabalhadores sem garantias trabalhistas plenas.
Massa salarial recorde
O rendimento médio mensal habitual do trabalhador situou-se em R$ 3.777. Impulsionada por esse fator, a massa salarial total alcançou o patamar inédito de R$ 385,6 bilhões.
Esse montante representa um crescimento de 1,4% no trimestre e uma alta de 4,8% na variação anual, injetando recursos significativos no consumo e na economia interna.
Recorde de contribuintes para a Previdência
O Brasil também atingiu o maior volume de contribuintes para institutos de previdência da série histórica, somando 68,5 milhões de pessoas vinculadas aos sistemas oficiais.
A adesão garante aos trabalhadores o acesso a benefícios futuros essenciais, como aposentadorias, auxílios por incapacidade e pensões regulamentadas.
Retrato do mercado de trabalho
A metodologia da pesquisa rigorosamente considera apenas os indivíduos que buscaram trabalho ativamente nos 30 dias anteriores à entrevista domiciliar.
O menor índice geral já captado pela Pnad permanece em 5,1%, registrado no final de 2025, enquanto o topo da série ocorreu durante os impactos da crise sanitária global.

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