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Domingo, 08 de Novembro 2026
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Enem 2026 terá apoio emocional inédito e novas regras de acessibilidade

Candidatos com ansiedade ou TOC poderão levar acompanhante. Medida do Inep amplia inclusão no exame que soma mais de 138 mil pedidos de ajuda.

Redação
Por Redação
Enem 2026 terá apoio emocional inédito e novas regras de acessibilidade
© Paulo Pinto/Agência Brasil
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O Enem 2026 traz novidades de inclusão ao permitir, de forma inédita, que estudantes com histórico de crises de ansiedade ou Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) contem com acompanhante ou cão de apoio emocional durante as provas aplicadas em todo o país. A medida foi aprovada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para oferecer suporte psicológico aos participantes.

Segundo o edital desta edição, o atendimento presencial diferenciado precisou ser solicitado no ato da inscrição. O acompanhante pré-determinado deverá permanecer em uma sala reservada e monitorada por fiscais, intervindo exclusivamente em momentos de necessidade de estabilização emocional do estudante.

O ministro da Educação, Leonardo Barchin, destacou a importância do suporte familiar no exame. “Se tiver o laudo adequado e a solicitação aprovada, se esse candidato, por exemplo, precisar ir ao banheiro, se houver outra necessidade, terá um acompanhante familiar. Este apoio emocional é muito importante”, ressaltou, pontuando que o exame deve se tornar cada vez mais inclusivo.

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Ao todo, o Inep confirmou 138.329 solicitações de atendimento especializado nesta aplicação. A edição também inovou ao incluir a fibromialgia entre as condições elegíveis para recursos de acessibilidade e apoio adaptado.

Acolhimento e relato dos candidatos

Uma das estudantes contempladas é Maria Clara Gonçalves, de 18 anos, moradora de Cotia (SP). Diagnosticada com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), a jovem almeja uma vaga em medicina e explicou que salas com menos candidatos diminuem as distrações causadas pelo barulho e pela movimentação.

“Para mim, como neurodivergente, é muito difícil estar em uma sala com outras pessoas ao meu lado, porque eu estou olhando, presto atenção no que estão falando. Gosto de ter salas com menos pessoas”, explicou a participante.

A importância do ambiente adequado também foi destacada por Isabella Magalhães, de 25 anos, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 2. Ela reforçou que o maior desgaste nos exames costuma ser a sobrecarga sensorial causada pela longa permanência no local de prova.

Estratégias de autorregulação

A psicopedagoga Giselle de Oliveira Araújo, especialista em educação especial, afirma que neurodivergentes necessitam de condições adequadas para expressar seu conhecimento. “Esses estudantes não precisam funcionar como os outros para demonstrar o que sabem. Precisam conhecer suas necessidades e utilizar estratégias que realmente os ajudem”, explicou.

A especialista recomenda pequenas técnicas corporais para amenizar a ansiedade no momento do teste:

  • Apoiar os pés no chão e sentir o contato com a cadeira;
  • Relaxar os ombros e alongar as mãos;
  • Ajustar a postura e respirar lentamente.

Giselle reforça que as pausas estratégicas devem ser testadas em simulados anteriores para ajudar o participante a reconhecer sinais de sobrecarga mental sem estrapolar o tempo estipulado.

Demandas mais registradas pelo Inep

Entre os diagnósticos mais declarados no pedido de atendimento especializado estão:

  • Déficit de atenção: 51.724 solicitações (37,39%);
  • Transtorno do Espectro Autista: 34.723 solicitações (25,1%);
  • Baixa visão: 9.792 solicitações (7,04%);
  • Deficiência intelectual: 8.922 solicitações (6,45%).

Já os recursos mais pedidos foram tempo adicional (77.956), correção diferenciada (42.379) e auxílio para leitura (28.042). A cobertura detalhada do exame será analisada ao vivo na Resenha do Enem, transmitida pela Agência Brasil no domingo a partir das 19h30.

FONTE/CRÉDITOS: Daniella Almeida - Repórter da Agência Brasil

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