No próximo domingo, as distribuidoras de energia elétrica vão acionar planos especiais de atendimento para assegurar o fornecimento de eletricidade durante a votação e a apuração dos votos em todo o país.
A medida atende a uma determinação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), órgão regulador vinculado ao Ministério de Minas e Energia. A autarquia enviou ofícios formais a empresas de geração, transmissão e distribuição de todo o território nacional.
O plano exige atenção prioritária aos locais de votação, aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. Além disso, estão suspensas quaisquer manutenções não emergenciais na rede elétrica durante o pleito.
Para mitigar riscos, as concessionárias realizaram vistorias preventivas nas zonas eleitorais e reforçaram suas equipes de campo. Qualquer falha registrada no domingo de votação será rigorosamente fiscalizada pela Aneel.
Mobilização em escala nacional
De acordo com Patrícia Audi, presidente da Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee), a operação logística é de grande porte. O contingente de profissionais de plantão foi ampliado expressivamente para cobrir milhares de seções eleitorais.
Grandes grupos do setor detalharam suas ações. A Neoenergia, que atende estados como São Paulo, Distrito Federal, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Mato Grosso do Sul, realizou podas preventivas e revisou cerca de 133 mil quilômetros de linhas de distribuição.
Já a Enel, com atuação em São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará, disponibilizará geradores móveis em pontos estratégicos. A Energisa, que controla 11 distribuidoras pelo país, monitorará diretamente mais de 9,3 mil locais de votação, mantendo contato ágil com a Justiça Eleitoral.
Por fim, a Equatorial Energia, presente em sete estados, incluiu o monitoramento de condições climáticas em seu planejamento estratégico, mobilizando equipes próprias e terceirizadas para respostas rápidas.
Processo eleitoral
No primeiro turno das eleições, os cidadãos vão escolher deputados federais, estaduais ou distritais, governadores, senadores e o presidente da República.
Caso nenhum candidato ao governo estadual ou à presidência alcance a maioria absoluta dos votos válidos (excluindo brancos e nulos), um segundo turno será realizado no dia 25 do mesmo mês.

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