Instituída por meio de medida provisória, a terceira fase do programa de renegociação conhecida como Desenrola 3.0 altera a dinâmica anterior ao permitir que a União realize a compra direta de carteiras de inadimplentes em leilões públicos.
Com essa mudança estrutural, todo o desconto conquistado durante as negociações com os credores será repassado de maneira integral aos cidadãos endividados, facilitando a recuperação financeira de milhões de brasileiros em todo o país.
O planejamento oficial aponta que até R$ 150 bilhões em débitos possam ser contemplados por essa nova etapa. A iniciativa tem capacidade estimada para atender cerca de 15 milhões de pessoas elegíveis.
Como funcionará a nova etapa?
Esta fase recente foca em obrigações financeiras que chegam a R$ 10 mil pelo cálculo original. Os débitos precisam apresentar atrasos que variam de 720 a 1.645 dias, contados desde o final de setembro de 2026.
O procedimento operacional ocorrerá em etapas bem definidas. Inicialmente, o governo executa os leilões para adquirir os pacotes de débitos junto às instituições credoras.
Em seguida, as propostas apresentadas passam por classificação com base no maior deságio oferecido. O benefício obtido chega diretamente ao consumidor final.
Critérios de participação e descontos
Para integrar o programa, as regras determinam que os valores originais não ultrapassem o limite estipulado de R$ 10 mil. O Ministério da Fazenda ainda poderá definir filtros adicionais de renda.
O deságio mínimo exigido nos leilões será de 90%. Assim, uma dívida elegível de R$ 10 mil comprada com o desconto mínimo passará a valer R$ 1 mil para o acerto do cidadão.
Investimento e cronograma
O custo máximo estimado para a aquisição dessas carteiras pela União é de R$ 15 bilhões. Os recursos necessários serão alocados nos orçamentos federais dos próximos anos.
O cronograma prevê a assinatura dos contratos e o início dos repasses a partir de fevereiro de 2027. Nessa época, os consumidores poderão escolher entre quitar o saldo à vista ou parcelar.

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