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Sábado, 31 de Outubro 2026
Política

Casos de intolerância política crescem entre estudantes após as eleições

Agressões verbais, físicas e humilhações atingem alunos e até crianças em diversas regiões do país durante o período eleitoral.

Redação
Por Redação
Casos de intolerância política crescem entre estudantes após as eleições
© Valter Campanato/Agência Brasil
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Diversos episódios de intolerância política vêm sendo registrados no ambiente escolar e em locais públicos pelo Brasil durante o recente período de votação. Os relatos envolvem agressões verbais, hostilidades físicas e discriminação motivadas pela preferência eleitoral dos estudantes e de suas famílias em diferentes estados.

Em Itajaí, Santa Catarina, um vídeo gravado em uma escola mostra dois jovens usando a bandeira do Brasil para agredir fisicamente colegas vestidos de vermelho. De acordo com a gravação, os agressores também dispararam ofensas verbais e fizeram críticas pejorativas ao programa Bolsa Família.

A hostilidade também se repetiu no Distrito Federal, onde um estudante de 16 anos precisou mudar de instituição de ensino após relatar perseguições causadas por suas declarações de voto. O clima de acirramento eleitoral se intensificou nas redes sociais e nos ambientes acadêmicos após a divulgação do resultado das urnas.

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Em Araguari, Minas Gerais, alunos de medicina do Instituto Master de Ensino Presidente Antônio Carlos (Imepac) proferiram ofensas contra estudantes bolsistas que apoiaram Luiz Inácio Lula da Silva. Além do posicionamento eleitoral, a discriminação atingiu acadêmicos que vendem doces para arcar com os custos pessoais.

Em resposta aos acontecimentos, a direção da Imepac emitiu uma nota oficial repudiando de forma categórica qualquer ato de discriminação ou intolerância baseados em convicções políticas e condições socioeconômicas.

Criança é vítima de humilhação em Fortaleza

As manifestações de preconceito ultrapassaram os muros escolares. Em Fortaleza, Ceará, a influenciadora Valéria Diniz gravou um vídeo recusando-se a comprar doces de Matheus, um garoto autista de 9 anos que trabalha para ajudar a avó, após a criança declarar o voto familiar.

O registro mostra a influenciadora e amigas debochando do garoto depois de pedirem que ele fizesse o sinal associado ao candidato eleito. Após a indignação provocada pela publicação do conteúdo, grupos de motociclistas e internautas se mobilizaram para prestar apoio financeiro e solidariedade à família do menino.

FONTE/CRÉDITOS: Iara Balduino – repórter da Agência Brasil

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