O Banco Central reduziu de 2% para 1,8% a projeção de crescimento da economia brasileira para o ano de 2026, enquanto manteve em 5,2% a estimativa oficial para a inflação ao término do período.
Conforme o Relatório de Política Monetária divulgado nesta quinta-feira, o índice de preços continua superando a meta estabelecida, mesmo diante do arrefecimento visto recentemente.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo acumulado em 12 meses apresentou queda, passando de 4,72% em maio para 4,22% no mês de agosto, pontua o documento oficial.
O texto aponta que os custos no setor de serviços continuam altos devido à força do mercado de trabalho. As projeções para o índice seguem desancoradas das metas oficiais.
Pelas projeções do Comitê de Política Monetária, o indicador acumulado deve recuar para 4,4% no terceiro trimestre, mas voltará a subir para 5,2% no fechamento de 2026.
Atividade econômica e mercado de trabalho
O Produto Interno Bruto registrou alta de 0,5% no segundo trimestre, desacelerando após o avanço de 1,1% verificado no ciclo imediatamente anterior.
Com dados mais fracos para o terceiro trimestre, a estimativa para o PIB foi ajustada para baixo. Para o ano de 2027, a instituição prevê uma expansão de 1,4%.
Mesmo com a atividade moderada, a taxa de desocupação segue em patamares baixos e a criação de vagas formais mantém trajetória positiva, ainda que em ritmo inferior.
Cenário internacional
A autoridade monetária ressaltou que o ambiente externo segue volátil, influenciado por tensões geopolíticas no Oriente Médio e diretrizes de juros no exterior.
Diante desse panorama desafiador e dos riscos inflacionários, a condução da política econômica exige máxima cautela por parte da autoridade monetária.

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