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Sexta-feira, 23 de Janeiro 2026

Cenário

Coluna Cenário - 11 de Dezembro

Por Brenno Alves

Brenno Alves
Por Brenno Alves
Coluna Cenário - 11 de Dezembro
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VOLTA AO JOGO

Mesmo ainda reorganizando quadros, o PSDB trabalha para reconstruir presença no estado. Marconi Perillo tem conversado com líderes regionais e avalia lançar um nome forte para a Câmara Federal em 2026. A sigla quer se recolocar no debate eleitoral e recuperar o espaço perdido nos últimos ciclos.

BOLSA ESTUDO

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O governador Ronaldo Caiado e o vice Daniel Vilela anunciaram o reajuste do Bolsa Estudo, que passa a pagar R$ 130 para alunos do ensino regular e R$ 150 para estudantes do tempo integral, aumento de até 38%. O projeto já foi enviado à Alego. O governo destaca que o programa é um dos responsáveis pela menor taxa de evasão escolar do país e pelo desempenho no Ideb. Criado em 2021, o benefício atende cerca de 300 mil estudantes, com 10 parcelas anuais usadas para apoio nas despesas escolares.

NOVA LEI
O governo federal sancionou a nova lei de proteção às mulheres, endurecendo medidas contra agressores e ampliando mecanismos de segurança. A pauta ganhou urgência após a sequência de feminicídios no país, que provocou protestos e movimentos de rua. Nos bastidores de Brasília, a ordem é usar o tema para reforçar sensibilidade social diante de um Congresso já mirando 2026.

PLANOS DE SAÚDE

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A deputada Marussa Boldrin (MDB-GO) comandou audiência na Comissão de Saúde da Câmara para discutir negativas e falhas no atendimento dos planos de saúde. Usuários, especialistas e representantes do setor relataram demora, burocracia e decisões consideradas injustificadas. Marussa foi direta: “as pessoas não podem implorar por algo que já pagam”. O debate expôs críticas à “automatização de negativas” e à falta de médicos nas auditorias, enquanto operadoras e ANS defenderam que o aumento de custos pressiona o sistema.

ATAQUE

A retirada de jornalistas do Congresso foi um gesto grave, e simbólico. Expulsar a imprensa em plena votação sensível não é protocolo, é tentativa de controlar narrativa. O recado é ruim: democracia sem transparência vira teatro. Parlamentares podem discordar do noticiário, mas não podem silenciar quem fiscaliza o poder. O episódio é um alerta incômodo de que, quando a luz das câmeras incomoda, é justamente quando ela precisa permanecer acesa.

AUTISTAS

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A Câmara de Goiânia aprovou projeto dos vereadores Daniela da Gilka (PRTB) e Major Vitor Hugo (PL) que obriga escolas públicas a criarem salas de acolhimento para alunos autistas em momentos de crise. A proposta garante um espaço seguro e sensorialmente adequado, visando reduzir impactos no desenvolvimento das crianças e aliviar a sobrecarga de educadores e famílias. A iniciativa atende demanda antiga de inclusão e adaptações reais no ambiente escolar.

#RÁPIDAS

  • A decisão de Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência gera incerteza dentro da direita, abrindo espaço para disputas internas e redefinição de forças políticas rumo a 2026
  • Os trabalhadores da Petrobras rejeitaram a segunda proposta de reajuste e marcaram greve para segunda-feira.
  • O Corpo de Bombeiros registrou 421 acidentes domésticos envolvendo crianças em 2024, e 7 apenas nos primeiros dias de dezembro.
  • Prefeitura de Goiânia inicia regularização dos táxis
  • Goiânia poderá ter aplicativo para gerenciamento de vagas na rede pública de saúde

 

#OPINIÃO

A MENSAGEM POR TRÁS DA VOTAÇÃO DO 8 DE JANEIRO

A decisão do Congresso de reduzir a pena dos condenados pelos atos do 8 de Janeiro vai muito além do texto aprovado: é um movimento político carregado de sinais. Parlamentares que votaram a favor alegam “excessos na aplicação das penas” e defendem uma revisão “mais equilibrada”. Já nos bastidores, a leitura é outra, parte da classe política tenta reposicionar narrativa e diminuir tensões com a base mais radical da direita, às vésperas de um ano decisivo.

A votação cria um distanciamento sutil, mas calculado, entre o Legislativo e o STF, que desde o início conduziu as condenações com mão firme. Deputados e senadores já vinham reclamando de “protagonismo excessivo” da Corte e enxergaram na pauta uma chance de impor algum contrapeso institucional. O voto, portanto, tem peso jurídico, mas sobretudo simbólico.

Ao aprovar a redução, o Congresso acena para grupos que se sentiram “perseguidos” e tenta capturar um eleitorado que permanece ativo e mobilizado. É uma movimentação que pode gerar desgaste institucional, mas que também revela como 2026 já pauta decisões de agora. No fim das contas, a votação expôs um país ainda dividido, e um Parlamento disposto a transformar essa divisão em cálculo político.

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