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Quarta-feira, 30 de Setembro 2026
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TSE pune desinformação eleitoral de Nikolas Ferreira contra Lula

Deputado federal tem 24 horas para apagar postagem que distorcia fala do presidente sobre exames preventivos de saúde em mulheres

Redação
Por Redação
TSE pune desinformação eleitoral de Nikolas Ferreira contra Lula
© Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, nesta quarta-feira (30), que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) remova de suas redes sociais uma publicação contendo desinformação eleitoral contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão liminar, proferida pela ministra Estela Aranha, estabelece um prazo de 24 horas para o cumprimento da medida, sob pena de multa.

A representação foi enviada pela coligação da campanha de Lula. De acordo com a ação, o parlamentar manipulou um discurso do presidente sobre exames preventivos de saúde feminina, atribuindo um teor sexual e criminoso à declaração.

Durante um ato público realizado em Belém, na segunda-feira (28), Lula incentivou a população masculina a realizar exames de próstata. Ao comparar o comportamento dos gêneros diante da medicina preventiva, o presidente mencionou que as mulheres se habituam aos exames ginecológicos desde jovens, usando a expressão "tomar toque".

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Nikolas Ferreira compartilhou o vídeo do pronunciamento em suas redes sociais com a legenda: "Menina pequena não aprende a tomar toque nenhum, Lula!". A postagem sugeria falsamente que o presidente estaria endossando abusos contra menores de idade.

Análise do Tribunal

Ao analisar a publicação, a ministra Estela Aranha destacou que a postagem extrapolou os limites do debate político saudável. Segundo a magistrada, o deputado distorceu a mensagem original de saúde pública para sugerir a prática de condutas ilícitas.

A ministra reforçou que o conteúdo tirou a fala de seu contexto real para criar uma narrativa prejudicial. Caso descumpra a ordem judicial de remoção imediata, o deputado mineiro poderá sofrer sanções financeiras, cujos valores serão definidos posteriormente pela Corte Eleitoral.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil

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