A produção de leite no país alcançou a marca histórica de 36,7 bilhões de litros no ano de 2025, registrando um crescimento de 2,7% em comparação ao ciclo anterior. O avanço foi consolidado nesta quarta-feira (30) por meio da Pesquisa da Pecuária Municipal, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Esse desempenho marca o terceiro ano consecutivo de expansão no setor. O resultado surpreende por ter ocorrido simultaneamente a uma retração de 2,7% na quantidade de vacas ordenhadas, que agora somam 14,7 milhões de animais em todo o território nacional.
O instituto aponta que o efetivo atual de animais em ordenha é o menor registrado desde o ano de 1979. Em contrapartida, a eficiência por animal apresentou um salto significativo.
Aumento da eficiência nas fazendas
A relação entre o volume gerado e o rebanho disponível evidenciou um ganho técnico expressivo. De 2024 para 2025, a média saltou para 2.498,7 litros por vaca, impulsionada por fatores climáticos favoráveis e investimentos genéticos.
Especialistas destacam que a saída de produtores menores do mercado concentrou a atividade em mãos mais tecnificadas. O analista Octavio Costa de Oliveira pontua que a exigência por capital e tecnologia favorece os grandes produtores.
Liderança regional e estados destaques
A região Sul manteve o protagonismo nacional, destacando-se pela maior média de rendimento por animal. Minas Gerais continua como o estado líder isolado na quantidade total extraída.
A movimentação financeira total da atividade leiteira encerrou o período avaliado em R$ 89,5 bilhões. O valor reflete a estabilidade no preço médio pago aos produtores, fixado em R$ 2,44 por litro.

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