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Terça-feira, 26 de Maio 2026
Cidades

Comurg registra 48 casos, por mês, de garis acidentados com materiais cortantes

Redação
Por Redação
Comurg registra 48 casos, por mês, de garis acidentados com materiais cortantes
Comurg registra 48 casos, por mês, de garis acidentados com materiais cortantes | Rafael Messias/ Comurg
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A Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) registra, todos os meses, uma média de 48 acidentes com garis, causados por objetos perfurocortantes mal-acondicionados junto ao lixo doméstico. Itens como vidros quebrados, lâminas de barbear, pregos, agulhas de seringas e espetos de churrasco soltos podem rasgar os sacos e ferir os trabalhadores durante a coleta.

Segundo a assessora da Comunicação de Acidentes do Trabalhador (CAT) da Comurg, Valéria Oliveira, os afastamentos de servidores do trabalho por acidentes durante a coleta podem durar até oito meses.

"Os casos em que caco de vidro, por exemplo, atinge veias e tendões são mais graves e demandam mais tempo de recuperação", explica.

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Valéria conta que os acidentes prejudicam não apenas os coletores, mas a própria coleta de lixo da cidade.

"Com menos coletores em atividade, acaba havendo uma sobrecarga e o serviço se torna mais lento. Se em um único dia eram atendidos três setores inteiros, a execução pode cair para apenas um", detalha a assessora.

O coletor Adriano Monteiro sofreu um acidente com agulha de seringa recentemente. Ele passou por exames e está usando medicamentos para prevenir infecções e doenças.

"É um tipo de acidente que pode ser evitado e que prejudica muito a gente. Eu vou ficar 28 dias tomando coquetel, que são remédios fortes", lamenta o colaborador.

O coletor Renato Rodrigues, que também já foi ferido durante a coleta, revela como deve ser feito o descarte de itens perfurocortantes de maneira a preservar a integridade física dos garis. "Basta colocar os objetos dentro de uma garrafa pet ou caixa de leite e escrever por fora o aviso de perigo. Nós iremos entender o recado. É um ato simples e muito eficaz", comenta.

O presidente da Comurg, Alisson Borges, alerta que o descarte de agulhas exige um cuidado maior. "As seringas podem ser colocadas no lixo normal. Já as agulhas deve ser juntadas em recipientes fechados, como garrafas pet, e entregues nas unidades de saúde e hospitais", pontua.

Fonte: Prefeitura de Goiânia - GO

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