O assédio eleitoral no Brasil registrou um total de 1.937 queixas formalizadas junto ao Ministério Público do Trabalho até a última segunda-feira (26). Desse volume expressivo, quase metade dos casos foi contabilizada no intervalo entre o primeiro e o segundo turno do pleito.
A prática ilegal caracteriza-se pelo abuso de poder hierárquico no ambiente laboral. Chefes ou empregadores tentam constranger, coagir ou direcionar a vontade política de seus subordinados.
Durante todo o período da campanha, equipes do órgão permaneceram em regime de plantão para atender ocorrências graves. A disputa presidencial concentrou o maior volume de notificações recebidas.
Como resposta institucional, o MPT protocolou 59 ações civis públicas. O esforço resultou em 52 liminares judiciais e na assinatura de 53 termos de ajuste de conduta com empregadores.
Casos concretos
Um dos episódios marcantes envolveu o dono do Frigorífico Goiás, Leandro Batista Nóbrega. Ele prometeu viagens pagas para afastar funcionários das urnas.
A Justiça interveio rapidamente com uma decisão liminar, estipulando pesadas multas em caso de descumprimento. Outras situações envolveram a proibição de liberação para votação.
Na Bahia, a empresa Total Atacado sofreu sanção judicial. A firma reteve funcionários durante o horário de votação em Salvador e Lauro de Freitas.
Mais detalhes podem ser conferidos na programação do Repórter Brasil Tarde, veiculado pela TV Brasil.
Deputadas
No Rio de Janeiro, a parlamentar eleita Índia Armaleu sugeriu em redes sociais a demissão de empregados simpáticos ao governo eleito. Conduta semelhante ocorreu no Paraná com a deputada Jéssica Ramos Moreno.
Tais condutas violam preceitos constitucionais e a Consolidação das Leis do Trabalho, configurando crime de discriminação no ambiente profissional.

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