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Terça-feira, 20 de Outubro 2026
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AGU aciona Justiça para recuperar R$ 190 milhões de facções criminosas

Medidas utilizam nova legislação para confiscar patrimônio ilícito sem depender de condenação penal prévia

Redação
Por Redação
AGU aciona Justiça para recuperar R$ 190 milhões de facções criminosas
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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A AGU protocolou quatro ações civis públicas nesta terça-feira (20) com o propósito de reaver bens avaliados em R$ 190,3 milhões ligados a membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho.

As iniciativas jurídicas fundamentam-se na Lei Antifacção, que viabiliza o perdimento civil de ativos de procedência criminosa de forma autônoma, sem exigir uma condenação penal anterior dos investigados.

Em comunicado oficial, o governo federal pontuou que o esforço inaugura uma nova frente estatal contra o crime organizado, focando na localização, no congelamento e na restituição de capitais ilícitos.

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Três dos processos concentram-se em 87 réus investigados por ligações com o PCC em esquemas de contrabando de agrotóxicos e cigarros paraguaios, desdobramentos das operações Contaminatus, Delivery e Marola.

A última ação deriva da Operação Hinterland, mirando esquemas de lavagem de dinheiro e tráfico internacional de cocaína rumo à Europa. Foram mapeadas transações expressivas envolvendo veículos de luxo, aeronaves, pedras preciosas e empresas.

A estratégia institucional visa ir além dos executores diretos, atingindo financiadores, testas-de-ferro e empresas de fachada. O objetivo é rastrear ativos e achar os beneficiários finais das fortunas ocultas.

Os requerimentos foram ajuizados pela Procuradoria-Geral da União em subseções da Justiça Federal localizadas nos estados de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.

Os valores e bens eventualmente confiscados serão direcionados ao refinanciamento da segurança pública, por intermédio de fundos estaduais ou do Fundo Nacional de Segurança Pública.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil

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