Aguarde, carregando...

Sexta-feira, 09 de Outubro 2026
Noticias

Relatório aponta mais de 14 mil ataques a jornalistas nas redes durante eleições

Mulheres foram as principais vítimas das agressões virtuais direcionadas, concentrando cerca de 65% das ocorrências registradas no primeiro turno.

Redação
Por Redação
Relatório aponta mais de 14 mil ataques a jornalistas nas redes durante eleições
© Lula Marques/ Agência Brasil
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Durante o primeiro turno das eleições de 2026, entre 16 de agosto e 4 de outubro, profissionais de imprensa sofreram 14.182 ataques a jornalistas nas redes sociais X e Instagram. O levantamento inédito revela uma média diária de 283 agressões virtuais no Brasil, motivadas por tentativas de descredibilizar a cobertura eleitoral e silenciar o debate democrático.

Os dados constam no relatório "Cobrir as eleições, enfrentar a violência: uma análise dos ataques à imprensa no primeiro turno de 2026". O estudo foi elaborado pela Coalizão em Defesa do Jornalismo (CDJor), em parceria com o Labic da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e o Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS Rio).

Para Leticia Kleim, coordenadora jurídica da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), a enxurrada de hostilidades digitais busca intimidar os profissionais. Segundo ela, esse cenário gera um prejuízo coletivo grave, pois tenta calar uma categoria que desempenha papel fundamental para a manutenção da democracia, especialmente em períodos de votação.

Publicidade

Escalada da violência digital

O monitoramento analisou 3,7 milhões de publicações ao longo de 50 dias, rastreando 652 termos ofensivos. A pesquisa constatou que a violência escalou com a proximidade do pleito. O volume de ofensas saltou de 2.630 na primeira quinzena para 4,4 mil na segunda, uma alta de 67,3%. Na semana final, a média atingiu 327 agressões diárias.

A desinformação e a deslegitimação foram as principais armas dos agressores. Termos como "fake news", "imprensa golpista" e "jornalista militante" foram amplamente utilizados para desqualificar veículos e profissionais. A maior parte das investidas violentas — cerca de 80% dos casos identificados — esteve diretamente relacionada ao cenário da disputa presidencial.

Mulheres são os alvos preferenciais

O recorte de gênero do relatório aponta que as mulheres jornalistas são as mais vulneráveis no ambiente digital. Elas concentraram 64,8% dos ataques direcionados a indivíduos, totalizando 2.013 episódios hostis. Além de críticas ao trabalho, as profissionais enfrentaram insultos de teor sexual, ataques misóginos e ameaças explícitas de integridade física.

A CDJor, responsável pelo estudo, é composta por 11 organizações representativas, incluindo a Abraji, a Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), a Jeduca e a Repórteres sem Fronteiras. O grupo alerta que a coação virtual gera consequências severas para a segurança física dos repórteres e restringe a livre circulação de informações de interesse público.

FONTE/CRÉDITOS: Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Viver Goiás
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR