A Polícia Federal abriu um inquérito em Cabo Frio, no Rio de Janeiro, para apurar a distribuição de dispositivos eletrônicos camuflados usados para gravar o voto na urna eletrônica durante o pleito. A suspeita é que os equipamentos fossem entregues a eleitores para comprovar a escolha nas urnas.
Segundo os investigadores, os aparelhos eram disfarçados como broches de campanha. A parte frontal trazia a imagem e o número de um candidato, enquanto a parte traseira continha um adesivo ocultando uma microcâmera alimentada por bateria.
O material estava em posse de um homem que também teve o telefone celular apreendido. O conduzido optou por permanecer em silêncio durante o depoimento, e todos os itens recolhidos passarão por perícia técnica criminal.
A legislação brasileira proíbe estritamente o ingresso do eleitor na cabine de votação portando celulares, câmeras ou qualquer equipamento eletrônico capaz de filmar. A restrição está prevista na Lei das Eleições e na Resolução nº 23.759/2026 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para garantir o sigilo do voto.
Balanço das operações policiais
Em balanço recente, a Polícia Federal registrou a instauração de seis inquéritos e 18 termos circunstanciados de ocorrência para combater infrações em diversos estados e no Distrito Federal.
Até o momento, 129 pessoas foram conduzidas para prestar esclarecimentos. As equipes policiais também apreenderam R$ 789,8 mil em bens e valores, incluindo R$ 383,6 mil em espécie, em ações focadas no combate à propaganda irregular e à compra de votos.

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