A Polícia Federal abriu investigações para averiguar se problemas na circulação de ônibus durante o segundo turno das eleições prejudicaram o deslocamento dos votantes. O inquérito principal apura irregularidades ocorridas em Sergipe, além de apurações em andamento nos estados de São Paulo, Bahia, Alagoas e Piauí.
A corporação busca esclarecer os motivos para a diminuição da frota de transporte público nessas regiões e verificar se a falha impediu o exercício do voto. De acordo com o artigo 297 do Código Eleitoral, embaraçar o sufrágio é crime sujeito a multa e detenção de até seis meses.
Atuação policial e impactos no pleito
Segundo o diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção da PF, Dennis Cali, as diligências estão em curso com depoimentos e análises nos locais afetados. As apurações contam com o apoio dos tribunais regionais eleitorais, do Ministério Público Eleitoral e de outras forças de segurança.
Devido à frota reduzida, a campanha do candidato Luiz Inácio Lula da Silva solicitou a extensão do horário de votação. O pedido foi aceito pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), prorrogando o pleito por mais duas horas, até as 19h.
Até a noite de domingo, a PF registrou a abertura de três inquéritos, a lavratura de 44 termos circunstanciados e a condução de 56 pessoas a delegacias. As infrações mais recorrentes envolveram violação do segredo do voto, propaganda irregular e desobediência eleitoral.

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