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Quarta-feira, 12 de Agosto 2026
Política

O futuro incerto do PROS. Qual será a decisão do TSE?

O cenário político partidário do PROS sempre envolveu denúncias de corrupção de dirigentes partidários e competição pela presidência legenda

Redação
Por Redação
O futuro incerto do PROS. Qual será a decisão do TSE?
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A dança das cadeiras no Partido Republicano da Ordem Social (PROS) não para. Desde agosto o Ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Ricardo Lewandowski deferiu liminar que tirou o policial civil aposentado, Marcus Holanda, que é dado como um servidor exemplar e transferiu a presidência do PROS para Eurípedes Júnior, investigado por diversos crimes.

Com Eurípedes Junior no comando da legenda nessas eleições de 2022, o Partido Republicano da Ordem Social (PROS) fez o repasse de mais de R$ 18 milhões do fundo eleitoral para candidatos que tiveram resultado inexpressivo nas eleições deste ano.

A maioria desses candidatos não conseguiram atingir nem 500 votos nas disputas federais e estaduais. O baixo número de votos e os repasses vultosos que alguns dos candidatos receberam levantam suspeitas de que eram candidaturas de fachada.

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O cenário político partidário do PROS sempre envolveu denúncias de corrupção de dirigentes partidários e competição pela presidência legenda, o que faz ficar ainda mais suspeitas sobre esses repasses.

A Polícia Federal está analisando casos envolvendo o PROS, inclusive, receberam denúncias sobre alguns candidatos. O inquérito tramita em sigilo.

Foram identificados casos de candidatos com recursos públicos e votações inexpressivas em 13 Estados (Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima e São Paulo) e no Distrito Federal.

No dia 30 de novembro, Polícia Federal realizou uma operação no Amazonas, na qual foi registrada um dos casos com maior suspeita de desvio de recursos públicos do fundo eleitoral repassados pelo Pros.

O alvo da operação foi a candidata a deputada federal Adriana Mendonça (PROS) e seu ex-marido Henrique Oliveira (Podemos), dois beneficiados com recursos públicos do PROS nas eleições de 2022.

Outros suspeitos são: candidata federal Adriana Mendonça (Recebeu R$3.000.000,00 com 240 votos); candidato federal por São Paulo, Sandro do Pros (Recebeu R$2.000.000,00 com 496 votos); candidato federal pelo Pará, Márcio Xavier (Recebeu R$1.500.000,00 com 436 votos); candidato distrital Berinaldo Pontes (Recebeu R$1.210.000,00 com 1964 votos); candidato federal por Goiás, Carapô (Recebeu R$950.000,00 com 2054 votos); candidata federal por Goiás,  Talitta Di Martino (Recebeu R$755.577,50 com 2603 votos); no DF tem o Pastor Omar 250k, Luciano Vigilante 400k, Berinaldo Pontes 1.210k e Dra. Júlia 400k.

Eurípedes Júnior, rememora-se, é investigado por superfaturamento durante a sua gestão no partido. Parte do dinheiro desviado teria vindo do fundo de campanha para aquisição de helicóptero e na sede em Brasília havia até banheira de hidromassagem no gabinete dele. Além de outras acusações dentro do processo eleitoral, como a de utilizar laranjas para pagamento de serviços para campanhas, e fora, como agredir fisicamente a própria filha com socos e pontapés. Esse contexto já foi abordado no Fantástico em 2020.

O atual presidente do PROS possui uma extensa e antiga ficha de acusações e inquéritos. Investigações da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) indicam que teria havido superfaturamento em contratos na prefeitura de Marabá entre 2012 e 2016. Ele também é acusado de utilizar o dinheiro público para a compra de um helicóptero, mansões, avião bimotor e contratar funcionários terceirizados por meio de empresas de parentes.

E para completar, em investigação da PF e pelo MPF comprovam o uso de documentos falsos de Eurípedes. São três nomes, três números de RG e três de CPF diferentes. Esse é o tipo de pessoa que quer liderar um partido.

Agora, a ala liderada por Marcus Holanda aguarda uma possível decisão do TSE que possa devolver o controle do partido. O Tribunal tem até esta sexta-feira (9) para definir se o Partido Republicano da Ordem Social (Pros) continuará ou não sob o comando de Eurípedes Jr. O julgamento está acontecendo pelo plenário virtual do TSE. Nesse formato de julgamento, os ministros fazem o registro dos seus votos no sistema do Tribunal, ou seja, sem leitura individual de cada voto.

Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos.

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