O maior leilão do pré-sal na história recente terminou com sete dos 13 blocos ofertados sendo arrematados durante o 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção, realizado na quarta-feira (7) na sede da ANP, no Rio de Janeiro.
A disputa organizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis permitiu ao governo arrecadar R$ 530 milhões em bônus de assinatura. Se todas as áreas tivessem sido contratadas, o montante somaria R$ 1,24 bilhão.
Este foi o certame da modalidade com mais blocos negociados. Com o resultado, a área sob regime de partilha cresce 58%, alcançando 39,2 mil km², o equivalente a cerca de 90% do território do estado do Rio de Janeiro.
Seis companhias apresentaram propostas, sendo quatro estrangeiras. As maiores vencedoras foram Petrobras, Prio e Equinor. Para explorar os locais, nas bacias de Santos e Campos, as petroleiras farão investimentos mínimos de R$ 778,4 milhões.
Modelo de partilha e vencedores
No modelo adotado, vence a empresa que oferece à União a maior parcela de óleo excedente após o pagamento dos custos. Todos os blocos foram arrematados com ágio, que variou de 8% a quase 495%, com média de 108,38%.
Entre os vencedores estão a Petrobras, a Prio, a norueguesa Equinor, a portuguesa Galp e as chinesas CNOOC e Sinopec. Os contratos definitivos têm previsão de assinatura para fevereiro de 2027.
Repercussão e próximos passos
Enquanto entidades do setor enxergam a movimentação como essencial para a segurança energética e geração de empregos, ativistas ambientais criticam a iniciativa. O Instituto Arayara moveu ação jurídica apontando sobreposições com reservas e territórios tradicionais.

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