A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou o mês de setembro em 0,82%. O dado foi divulgado nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Esse patamar representa a maior taxa mensal registrada desde março de 2026, quando o índice marcou 0,88%. Com o resultado, o acumulado em 12 meses chegou a 4,58%.
O índice superou o teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O objetivo central é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.
Impacto na energia e habitação
O principal vetor de pressão sobre o indicador foi o grupo de habitação, que disparou devido ao encerramento do Bônus de Itaipu. O desconto havia reduzido as faturas em agosto.
Sem esse benefício, a conta de luz sofreu forte variação de um mês para o outro. O encarecimento da energia elétrica impactou diretamente o orçamento das famílias.
Alimentos e transportes em alta
Além da habitação, os setores de transportes e de alimentação e bebidas registraram altas expressivas. O custo dos alimentos voltou a subir após uma sequência de quedas.
Problemas climáticos afetaram a safra de produtos essenciais, encarecendo itens como tomate e batata nas prateleiras dos supermercados brasileiros.

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