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Segunda-feira, 19 de Outubro 2026
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Governo planeja realocar r$ 20 bilhões no orçamento de 2027

Medida busca acomodar novos estímulos econômicos sem alterar o teto de gastos ou a meta de superávit primário estabelecida.

Redação
Por Redação
Governo planeja realocar r$ 20 bilhões no orçamento de 2027
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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A equipe econômica pretende remanejar cerca de R$ 20 bilhões no orçamento de 2027 para acomodar medidas de estímulo econômico anunciadas recentemente, informou nesta segunda-feira (19) o Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO).

Em nota oficial, a pasta destacou que o valor representa pouco mais de 1% das despesas primárias sujeitas ao limite de gastos.

Segundo a nota, a realocação será feita sem elevar o teto de despesas nem alterar a meta de resultado primário prevista.

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A proposta de alteração do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 será encaminhada ao Congresso Nacional assim que for designado o relator do projeto.

Como será o ajuste

De acordo com informações divulgadas pelo governo, parte dos custos das medidas poderá ser absorvida por revisões nas estimativas de despesas obrigatórias.

Outros R$ 20 bilhões serão remanejados entre áreas da administração federal para acomodar os gastos previstos.

O objetivo é incluir as iniciativas sem ultrapassar o limite estabelecido pelo arcabouço fiscal, que restringe o aumento dos gastos a 2,5% acima da inflação.

O ministério não detalhou, na nota, quais despesas serão reduzidas ou quais áreas terão recursos remanejados.

Meta de superávit

Segundo o Planejamento, o resultado primário também deverá respeitar a meta prevista.

O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias estabelece meta de superávit de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), com tolerância de 0,25 ponto percentual.

O governo reafirmou que pretende retomar os superávits primários para os anos seguintes.

O indicador é importante para a trajetória da dívida pública, embora não represente uma redução automática do endividamento.

A pasta declarou que o compromisso com o equilíbrio fiscal deve caminhar junto à manutenção de políticas públicas.

Medidas e impactos

Entre as iniciativas citadas estão mudanças em programas sociais, ampliação de benefícios educacionais e renegociação de dívidas.

Estimativas apontam impacto de R$ 53,6 bilhões em 2027, reunindo ações de naturezas diferentes e prazos distintos.

O ministério contestou a soma indiscriminada, afirmando que é preciso distinguir fontes de financiamento e recursos do Orçamento.

“Iniciativas de naturezas distintas, com diferentes fontes de financiamento e períodos de execução, não podem ser somadas indiscriminadamente”, afirmou a pasta.

Crise internacional

O ministério argumentou que parte das medidas responde a crises internacionais e aos efeitos de tarifas sobre produtos brasileiros.

A pasta defendeu ações voltadas à proteção social, moradia e apoio a pequenos empreendedores.

“A realização das eleições não suspende as responsabilidades do Estado nem seu dever de proteger a população”, declarou o órgão.

FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

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