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Quarta-feira, 19 de Agosto 2026
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Governo de Goiás cria força-tarefa para combater impactos do El Niño e queimadas

Estrutura reúne entidades e órgãos estaduais para executar ações preventivas e emergenciais; área atingida pelo fogo cresceu 23,3% em 2026

Redação
Por Redação
Governo de Goiás cria força-tarefa para combater impactos do El Niño e queimadas
Remisson Sales
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O Governo de Goiás apresentou, nesta terça-feira (18/8), o Gabinete de Ações Integradas (GAI), que visa monitorar o período de estiagem e combater os incêndios florestais — intensificados pelo fenômeno El Niño — com medidas preventivas, ações emergenciais e a recuperação de áreas atingidas. O órgão reúne entidades estaduais e instituições parceiras em um comando unificado, articulado pelo Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBMGO), por meio do Comando de Operações de Defesa Civil (Codec).

Neste ano, até 16 de agosto, Goiás contabilizou 138.908 hectares atingidos pelo fogo. No mesmo período de 2025, foram registrados 112.686, um aumento de 23,3%. "A nossa preocupação é com o super El Niño, que terá um impacto muito significativo caso se concretize. E o gabinete visa, de forma unida, encontrar soluções que minimizem os efeitos no Estado", frisou o governador Daniel Vilela.

O trabalho do gabinete contará com inteligência artificial, imagens de satélite, drones e geoprocessamento. A estratégia busca antecipar situações críticas e garantir uma resposta mais rápida a emergências ambientais, hídricas, sanitárias e de proteção e defesa civil. "Estamos atuando em tempo real. Conseguimos identificar um foco de incêndio e, ao mesmo tempo, montar equipes. Descentralizamos e montamos seis bases no Nordeste goiano, onde está o maior foco de incêndio. Diariamente, vamos divulgar o que está acontecendo", informou o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Washington Luiz Vaz Júnior.

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O cenário climático apresentado revela probabilidade superior a 90% de consolidação de um El Niño de intensidade forte a muito forte no segundo semestre de 2026. Em Goiás, os principais riscos são: atraso na recarga hídrica do solo, irregularidade das chuvas, redução dos mananciais, perdas na produção agropecuária e aumento de doenças respiratórias. Segundo dados do Monitor de Secas, 151 municípios goianos enfrentam redução contínua das chuvas e repetição de períodos de seca. Desse total, 51 aparecem constantemente envolvidos em situações de crise hídrica e necessitam de atenção prioritária.

"As unidades estaduais estão em operação com suprimentos regulares e colocamos como indicador aumentar em 30% o estoque estratégico de oxigênio, broncodilatadores e soro", afirmou o secretário de Estado da Saúde, Rasível Santos. A secretária de Meio Ambiente, Andréa Vulcanis, destacou a importância da preparação com equipamentos, estruturação e capacitação das equipes. "Ampliamos em cerca de mil por cento a rede hidrológica, e isso tudo traz informações importantes para o monitoramento e para o gabinete.”

Decreto
Conforme decreto do Governo de Goiás, o gabinete terá caráter executivo e deliberativo e será responsável por integrar decisões, pessoal, equipamentos e recursos logísticos. Ao todo, 20 setores estão envolvidos no Plano de Contingência Estadual: Agência Goiana de Habitação (Agehab), Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), CBMGO, Ministério Público de Goiás, Equatorial, Goinfra, polícias Civil, Militar e Penal, Saneago e as secretarias de Estado: Geral de Governo (SGG), de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), da Comunicação (Secom), da Educação (Seduc), da Saúde (SES), do Desenvolvimento Social (Seds), do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), da Segurança Pública (SSP), além da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg).

Uma Sala de Situação será instalada no Codec, em Goiânia, e a estrutura consolidará diariamente dados sobre focos de calor, previsões meteorológicas, níveis de reservatórios e informações operacionais. A atuação será organizada em três frentes. A primeira contempla medidas preventivas, como o mapeamento de municípios com abastecimento comprometido, o cadastro de populações vulneráveis ao calor, o planejamento de contingência hídrica e a emissão de alertas sobre baixa umidade. 

A segunda envolve ações emergenciais, como combate a incêndios, fornecimento de água potável, patrulhamento em parques e áreas de preservação permanente e reforço no atendimento de saúde. A terceira será voltada à recuperação das localidades atingidas, incluindo restauração de redes elétricas, recuperação ambiental, conservação do solo e apoio socioeconômico.

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