Os eleitores brasileiros decidem, neste domingo (25) de segundo turno, entre propostas opostas para o futuro das privatizações e da máquina pública nacional. Os programas de governo de Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva apresentam visões distintas sobre a gestão de empresas estatais.
Temas como venda de ativos, extinção de estatais e reforma administrativa aparecem com abordagens divergentes nas propostas dos dois candidatos à presidência.
O plano de governo de Lula foca no aumento da eficiência, transparência e controle dos gastos públicos. A meta é gerar valor para a sociedade e reduzir desigualdades.
Para isso, o texto aposta na universalização de serviços públicos digitais. Plataformas como o Gov.br continuariam sendo expandidas para facilitar o acesso da população.
O documento também prevê rigor contra a corrupção e reforça a autonomia das instituições, mantendo o controle fiscal e a integridade administrativa.
No entanto, as diretrizes rejeitam novas desestatizações de companhias estratégicas. Empresas como Petrobras, Embrapa e Correios são tratadas como essenciais para o desenvolvimento.
A gestão petista aposta na reestruturação financeira dessas firmas e em parcerias privadas pontuais, mantendo o controle estatal como vetor de crescimento econômico.
Por outro lado, o plano de governo de Flávio Bolsonaro propõe cortes profundos na máquina pública. O candidato defende uma reforma administrativa ampla.
O projeto inclui a limitação de gastos operacionais e a redução de ministérios. A desregulamentação em áreas trabalhistas também visa desonerar setores produtivos.
Além disso, o documento prevê a retomada do Programa Nacional de Desestatização. A meta é vender ativos não estratégicos para atrair capital privado e abater a dívida.
O texto cita ainda a aplicação da Lei de Estatais de 2016 para garantir critérios estritamente técnicos na escolha de dirigentes de agências reguladoras.
Histórico recente
Durante a gestão de Jair Bolsonaro, dezenas de estatais e subsidiárias foram vendidas. A privatização mais marcante foi a da Eletrobras, concluída em 2022.
Lula, historicamente contrário a esse modelo, prioriza concessões e parcerias público-privadas. O modelo transfere a administração temporária sem a venda definitiva do ativo.

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