O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) informou nesta quarta-feira (21) ao TSE que autoriza a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos. A condição imposta é que o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) amplie o escopo da divulgação de seus próprios dados.
Para liberar suas informações financeiras, o político do PL exige que o adversário também revele registros ligados a pessoas próximas de sua confiança. Entre os pedidos estão os dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete, e de José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico e irmão do petista.
A petição foi protocolada na Justiça Eleitoral justamente um dia depois de Lula manifestar abertura para expor seus dados pessoais, desde que o oponente adotasse a mesma postura. A defesa do candidato do PL classificou a investida anterior como uma aberração jurídica.
O representante do partido argumentou que o rival poderia ter publicado os extratos financeiros por conta própria, sem a necessidade de remeter o processo para avaliação do tribunal.
Ambos os documentos apresentados pelas campanhas foram encaminhados diretamente ao ministro André Mendonça, que atua como relator do caso na corte.

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