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Terça-feira, 13 de Outubro 2026
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Especialistas apontam que decisão do TSE limita mobilização de eleitores

Medida que derrubou canal de apoio a Lula gerou debates acalorados sobre liberdade de expressão e combate às fake news.

Redação
Por Redação
Especialistas apontam que decisão do TSE limita mobilização de eleitores
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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A decisão do TSE de derrubar temporariamente o canal Exército do Lula no WhatsApp, que reunia 3,3 milhões de seguidores, restringe a articulação de apoiadores na reta final da disputa e extrapola os limites do combate à desinformação, apontam especialistas em direito digital.

Bruna Santos, gerente de políticas públicas da organização Witness, classificou a medida como desproporcional. Para ela, a ação adotada pelo tribunal representou uma tentativa de minar o alcance da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva.

Especialistas reforçam que o caminho adequado seria a exclusão de conteúdos específicos apontados como irregulares, em vez de banir todo o espaço de comunicação coletiva.

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Reversão e repercussão política

Horas após a determinação inicial do ministro Kassio Nunes Marques, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Vilas Bôas Cuêva, reverteu a suspensão, remetendo o tema para análise do plenário do Tribunal Superior Eleitoral.

O episódio gerou forte reatividade entre os principais atores políticos. Enquanto aliados do petista denunciaram censura, a oposição cobrou maior rigor contra a propagação de conteúdos falsos durante o pleito.

Impactos na liberdade de expressão

O jornalista Henrique Sampaio, coordenador da organização CTRL+Z, alertou para os riscos de usar o rótulo de fake news de maneira genérica para silenciar organizações legítimas de eleitores.

Segundo Sampaio, punições abrangentes que eliminam grupos inteiros criam precedentes perigosos para a participação democrática e o debate público nas redes sociais.

Por outro lado, a defesa da medida pelo tribunal sustentou que a remoção individual de mensagens se mostra ineficaz diante da velocidade de propagação em massa em ambientes de troca rápida de mensagens.

FONTE/CRÉDITOS: Lucas Pordeus León - Repórter da Agência Brasil

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