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Quinta-feira, 15 de Outubro 2026
Política

CUT celebra fim da escala 6x1 enquanto CNI cobra revisão da PEC

Entidades sindicais e patronal divergem intensamente sobre os impactos econômicos da redução da jornada de trabalho aprovada pelo Congresso.

Redação
Por Redação
CUT celebra fim da escala 6x1 enquanto CNI cobra revisão da PEC
© Lula Marques/Agência Brasil.
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Enquanto centrais sindicais comemoram a abolição da escala 6x1, o setor empresarial lamenta a medida e exige que o Congresso Nacional revise a proposta de emenda à Constituição aprovada na última quarta-feira (14).

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) classificou o fim do modelo e a redução da jornada para 40 horas semanais como uma vitória histórica da classe trabalhadora.

Em nota oficial, a CUT destacou que a mudança supera um formato arcaico e exaustivo que prejudica a saúde de quem produz as riquezas do país.

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Por outro lado, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou a PEC como um retrocesso preocupante para a economia brasileira.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, apelou para que o Parlamento reconsidere a decisão diante dos riscos de perda de competitividade e alta inflacionária.

A entidade patronal estima que a redução da jornada gere um encargo de até R$ 267 bilhões nos custos de produção, além de queda no Produto Interno Bruto (PIB).

Em contrapartida, a Força Sindical defendeu que o diálogo democrático viabilizou a conquista, que trará mais qualidade de vida e tempo livre para as famílias.

O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, argumenta que experiências internacionais apontam para o ganho de produtividade com jornadas menores.

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) criticou o debate da matéria e pediu avaliações técnicas mais profundas sobre os reflexos na sustentabilidade dos negócios.

Aprovação no Congresso

O plenário aprovou o texto na noite de ontem com ampla maioria de 75 votos favoráveis e apenas um contrário, após articulação política liderada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Parlamentares da oposição ajustaram posições e viabilizaram a votação expressiva que selou o destino da proposta no Legislativo federal.

Entenda a PEC

O novo texto estabelece o descanso remunerado de dois dias por semana, fixando o modelo 5x2 sem corte de salários e reduzindo o limite semanal de 44 para 40 horas.

A transição ocorrerá em duas etapas, exigindo adaptação inicial para 42 horas em sessenta dias e a consolidação do teto de 40 horas após doze meses.

FONTE/CRÉDITOS: Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil

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