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Segunda-feira, 15 de Junho 2026
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Confira os principais motivos para interromper o hábito de fumar hoje mesmo

Atenção! Até mesmo os fumantes passivos, indivíduos não fumantes que inalam fumaça de derivados do tabaco, sofrem as consequências do tabagismo

Redação
Por Redação
Confira os principais motivos para interromper o hábito de fumar hoje mesmo
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Na semana em que celebramos o Dia Nacional de Combate ao Fumo (29/8), a Unidade de Pronto Atendimento 24h (UPA) Zona Leste, em Santos (SP), alerta para o crescimento do uso de derivados do tabaco, como cigarros eletrônicos e narguilés, principalmente pelo público jovem, e os ricos do tabagismo passivo.  
 
A data, criada pela Lei Federal n° 7.488, em 1986, simboliza a conscientização sobre os riscos do tabagismo à saúde e reforça as ações de sensibilização e mobilização da população para os danos causados pelo cigarro e de produtos derivados do tabaco.  
 
De acordo com estudos promovidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério da Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), devido as ações de controle do tabagismo, no período de 1989 e 2010, houve uma redução de 46% do percentual de fumantes no País. Esse resultado envolve a criação de impostos sobre o cigarro, restrições na publicidade, além da criação de leis sobre o acesso dos jovens ao tabaco.  
 
Entretanto, os dados do Observatório da Política Nacional de Controle do Tabaco, do Instituto Nacional de Câncer (INCA), apontam que, mesmo com a melhora dos indicadores de experimentação e uso do cigarro convencional, há o crescimento de usuários de outros tipos de tabaco fumado, como o cigarro eletrônico e, o mais popular, o narguilé: grande cachimbo de água que pode ser usado individualmente ou em grupo.  
 
Segundo Gisele Abud, diretora Técnica na UPA Zona Leste, é um grande equívoco achar que o cigarro eletrônico e o narguilé são menos nocivos. “Muito pelo contrário, pois devido aos seus aromatizantes e sabores, ambos têm um apelo maior junto aos jovens e adolescentes, tornando-se uma porta de entrada para o tabagismo”, diz.  
 
Além disso, o narguilé apresenta as mesmas substâncias do cigarro tradicional, como nicotina e alcatrão. A profissional reforça os riscos no uso desse tipo de cachimbo e como a saúde é atacada por ele. “Ele não possui filtro e emite uma grande quantidade de monóxido de carbono, cerca de 10 a 30 vezes maior que o cigarro tradicional. Causa diminuição da capacidade de transporte de oxigênio pela hemoglobina e, ainda, o uso do narguilé em grupo pode acarretar contaminação, pois a biqueira é compartilhada por todos”, comenta.  
 
E os fumantes passivos? 
 
O tabagismo, além de trazer riscos à saúde de quem fuma, também causa efeitos nas pessoas que não fumam, mas convivem com quem faz uso frequente. Assim que um cigarro é aceso, apenas parte da fumaça é tragada, enquanto a outra é lançada ao meio ambiente. “É nesse momento que o fumante passivo é afetado. Essa pessoa também pode desenvolver doenças relacionadas com o tabagismo”, explica Gisele.  
 
A diretora, que atua como cirurgiã vascular, comenta que os malefícios do tabagismo podem afetar todos que são expostos a sua fumaça tóxica. “Os fumantes ativos ou passivos podem desenvolver câncer de pulmão, doenças respiratórias como asma, bronquite crônica, rinite, enfisema pulmonar e doenças cardiovasculares como infarto e até um acidente vascular cerebral, conhecido como AVC”.  
 
Ainda segundo a diretora, “o tempo de exposição do fumante passivo é diretamente proporcional ao maior risco de desenvolvimento dessas doenças”, ou seja, quanto mais tempo o indivíduo for exposto a fumaça, maior o risco de desenvolver doenças pulmonares e cancerígenas. Por isso, é importante tomar medidas de proteção, entre elas: evitar a exposição ao cigarro e sua fumaça, fazer consultas de rotina e checkup anual para manter a saúde sob controle.  
 
A profissional também orienta sobre a necessidade de buscar ajuda médica ao identificar os principais sinais de alerta, como tosse, falta de ar, cansaço, respiração ofegante e chiado no peito, além de incentivar amigos e conhecidos fumantes a buscarem ajuda profissional para abandonarem o vício. 
 
A UPA 24h da Zona Leste, em Santos, pertence a rede pública de saúde da Prefeitura de Santos. A unidade é gerenciada pela entidade filantrópica Pró-Saúde, sendo referência no atendimento em Clínica Médica, Ortopedia, Pediatria e Odontologia. 

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