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Quarta-feira, 22 de Abril 2026

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Chuvas estragam doses de vacina contra a covid-19 em cidade de Minas

Redação
Por Redação
Chuvas estragam doses de vacina contra a covid-19 em cidade de Minas
© Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais
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As chuvas que mataram ao menos cinco moradores de Santa Maria de Itabira, na região central de Minas Gerais, no último fim de semana, também estragaram doses das vacinas contra covid-19 que a Secretaria Municipal de Saúde recebeu para imunizar grupos prioritários (idosos, profissionais de saúde e idosos que vivem em instituições de longa permanência).

Segundo a secretária de saúde do município, Janaína Machado dos Santos, a água e o barro que invadiram a Unidade Básica de Saúde (UBS) Lincoln Martins Moreira penetraram no refrigerador onde os frascos de vacina estavam armazenados.

"Perdemos todas as vacinas que ainda tínhamos guardadas", disse a secretária à Agência Brasil. A quantidade de doses perdidas ainda está sendo contabilizada, mas, para Janaína, qualquer perda, por menor que seja, significa um enorme prejuízo, principalmente diante da escassez do produto. 

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De acordo com Janaína, os frascos inutilizados fazem parte do lote com que a prefeitura previa começar a vacinar os primeiros idosos da zona rural da cidade, localizada a cerca de 150 quilômetros de Belo Horizonte.

"A previsão era começarmos a vaciná-los na semana passada, entre quinta e sexta-feira, mas a chuva atrapalhou o cronograma. Estávamos aguardando as chuvas diminuírem para darmos continuidade à vacinação", acrescentou a secretária, sem saber informar se a geladeira continua funcionando.

O prejuízo provocado pelas chuvas à secretaria de saúde não se limita às vacinas. "O prédio da secretaria também foi afetado. Perdemos pedidos de exames, prontuários, documentos do conselho de saúde. E ainda estamos checando se houve danos materiais e aos equipamentos. Até porque ainda não tivemos acesso aos postos de atendimento da zona rural."

Hospital

"Nada é tão ruim que não possa piorar. Não bastasse a pandemia, agora vem a chuva", comentou Delvais da Consolação Silva, auxiliar administrativa do hospital filantrópico Padre Estevam.

Atingido pelas águas, o hospital foi forçado a interromper os atendimentos desde ontem. Em um vídeo divulgado nas redes sociais da instituição, é possível ver os corredores do local alagados.

 

"Não houve parte do prédio que não tenha sido afetada. Perdemos medicamentos, material hospitalar", acrescentou Delvais, explicando que voluntários e funcionários de empresas que ofereceram apoio estão ajudando na retirada da lama e na limpeza do local. "Só depois que terminarmos saberemos o real tamanho do prejuízo."

Para auxiliar no atendimento às vítimas de deslizamentos e outras consequências da chuva, a direção do Padre Estevam improvisou um posto de atendimento na Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário, onde médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem estão atendendo casos de emergência. A igreja também é um ponto de coleta de donativos (alimentos não perecíveis; medicamentos; roupa e água) que serão entregues ao Corpo de Bombeiros para serem distribuídos às famílias que precisarem.

Edição: Lílian Beraldo

Fonte: EBC Geral

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