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Quinta-feira, 22 de Outubro 2026
Política

Campanha vote segura apresenta diretrizes contra violência de gênero

Iniciativa traz 11 recomendações práticas para orientar futuros parlamentares na elaboração de políticas públicas eficazes.

Redação
Por Redação
Campanha vote segura apresenta diretrizes contra violência de gênero
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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A campanha vote segura, lançada pela Rede Justiça Criminal, foca na proteção das mulheres e busca combater os índices alarmantes de violência no Brasil. No último ano, canais oficiais contabilizaram 1.571 vítimas de feminicídio em território nacional, o que representa uma média de quatro mortes diárias motivadas por gênero. Para cada caso consumado, outros três episódios de tentativa foram registrados.

Para enfrentar esse cenário, a iniciativa disponibiliza um guia prático com 11 recomendações legislativas. O intuito é subsidiar o trabalho de futuros parlamentares na formulação de projetos de lei, programas de mandato e ações de fiscalização voltadas à proteção feminina, grupo que representa 51,5% da população do país.

As diretrizes propostas pelo documento incluem:

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  • priorizar a prevenção sem abandonar a responsabilização;
  • estruturar políticas públicas permanentes;
  • fortalecer a coordenação entre os entes federativos;
  • promover a integração entre diferentes políticas públicas;
  • basear decisões em evidências e dados confiáveis;
  • incorporar mecanismos permanentes de monitoramento e avaliação;
  • fortalecer a transparência e o controle por parte da sociedade;
  • estabelecer critérios objetivos para acesso a recursos públicos;
  • adotar uma perspectiva de direitos humanos voltada também às mulheres;
  • produzir impactos mensuráveis;
  • evitar respostas legislativas exclusivamente simbólicas.

Janine Salles de Carvalho, coordenadora executiva da Rede Justiça Criminal, aponta que o medo molda o cotidiano das mulheres brasileiras. Elas frequentemente alteram rotinas e compartilham localizações em tempo real ao saírem durante a noite.

“Esse medo, infelizmente, também se tornou um ativo político capaz de mobilizar votos. Mas responder à insegurança não significa apostar apenas em mais polícia ou prisões. Precisamos olhar para aquilo que impede que a violência aconteça”, reforça a especialista.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil

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