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Quinta-feira, 15 de Outubro 2026
Política

Alcolumbre retira a PEC da segurança pública da pauta de votação do Senado

Adiamento ocorre para evitar debates apressados sobre emendas controversas, incluindo propostas que tratam da redução da maioridade penal.

Redação
Por Redação
Alcolumbre retira a PEC da segurança pública da pauta de votação do Senado
© Lula Marques/Agência Brasil.
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), retirou da ordem do dia nesta quinta-feira (15) a votação da PEC da segurança pública. A decisão visa impedir uma discussão apressada da matéria no plenário e permitir que os senadores busquem um consenso sobre as emendas apresentadas ao texto.

A proposta já havia sido aprovada sem alterações na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Com um calendário especial aprovado previamente, o texto estava pronto para apreciação em dois turnos diretamente no plenário da Casa.

Segundo Alcolumbre, o adiamento atendeu a pedidos dos parlamentares para evitar atritos durante o período regimental. O parlamentar destacou que a medida busca construir diálogo em torno de pontos divergentes entre as bancadas.

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Entre as cinco emendas protocoladas, o principal impasse envolve a redução da maioridade penal. A emenda 84, do senador Rogerio Marinho (PL-RN), propõe baixar a idade penal para 16 anos como regra geral e para 14 anos em crimes hediondos, tráfico e terrorismo.

Em contrapartida, a emenda 87, apresentada pelo senador Camilo Santana (PT-CE), sugere manter a regra geral em 18 anos, reduzindo para 16 anos apenas em casos de crimes hediondos. O tema gera divergências no próprio governo e na sociedade civil.

Entenda as mudanças previstas na proposta

Elaborada pelo Poder Executivo, a medida estabelece punições mais rígidas e regimes prisionais severos para lideranças de facções criminosas e milícias. A matéria é uma das prioridades do Palácio do Planalto para a área de segurança.

O projeto institui formalmente o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) na Constituição Federal. O texto prevê uma atuação integrada e descentralizada entre a União, os estados e os municípios no combate ao crime organizado.

Regras para facções e recursos financeiros

A proposta prevê a inclusão de chefes criminosos em unidades de segurança máxima, com restrições para a progressão de pena. Além disso, determina o bloqueio de bens oriundos de atividades ilícitas e a proteção a denunciantes.

No âmbito municipal, o texto autoriza a criação de polícias municipais civis e amplia as atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Em relação ao financiamento, 50% das verbas dos fundos nacionais de segurança e penitenciário serão repassados a estados e municípios.

FONTE/CRÉDITOS: Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil

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