Viver Goiás - Revista Impressa, digital, Jornal CN Goiás e Programa de TV

Aguarde, carregando...

Quarta-feira, 29 de Abril 2026

Política

Aava Santiago protocola cautelar no Tribunal de Contas contra contratação emergencial da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia

Além de pedir suspensão da contratação de mais de R$ 647 mil com empresa de consultoria, vereadora questiona ausência de justificativa técnica para dispensa de licitação

Redação
Por Redação
Aava Santiago protocola cautelar no Tribunal de Contas contra contratação emergencial da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia
Lincoln Leão
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

A vereadora Aava Santiago (PSDB) protocolou, nesta quarta-feira (5), notificação com pedido de medida cautelar junto ao Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO), solicitando a suspensão da contratação emergencial da empresa Planisa – Planejamento e Organização de Instituições de Saúde Ltda. pela Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia.

O contrato, autorizado por meio de edição extra do Diário Oficial do Município, em 3 de novembro, prevê o pagamento de R$ 647.520,00 para prestação de serviços de gestão estratégica de custos e indicadores de performance nas unidades assistenciais da rede municipal.

Na representação, a vereadora questiona a ausência de comprovação de urgência ou de risco iminente à continuidade dos serviços públicos, requisitos indispensáveis para dispensa de licitação. Aava sustenta que a medida viola princípios básicos da administração pública, como legalidade, eficiência e economicidade.

Publicidade

“O que está em jogo aqui não é apenas um contrato, mas a forma como o poder público lida com o dinheiro da população. A contratação direta, sem licitação e sem comprovação de emergência, levanta sérias dúvidas sobre transparência e prioridade. Em um momento em que as unidades de saúde de Goiânia enfrentam falta de medicamentos, de insumos e de materiais básicos, é inaceitável direcionar mais de R$ 600 mil para uma consultoria cuja urgência ninguém explica. Isso não é gestão eficiente; é descompromisso com a realidade do cidadão”, afirmou a parlamentar.

Aava reforça que o município encontra-se em estado de calamidade financeira, situação que exige austeridade e planejamento rigoroso das despesas. “Quando a Prefeitura admite publicamente que não tem recursos para o básico, qualquer contratação deve passar por um crivo ainda mais rigoroso. O papel do Legislativo e dos órgãos de controle é justamente impedir que decisões administrativas comprometam o orçamento e aumentem o rombo nas contas públicas. O Tribunal de Contas é a instância que pode e deve garantir que o dinheiro da saúde seja aplicado de forma ética, transparente e responsável”, destacou a vereadora.

O pedido apresentado requer que o TCM-GO suspenda os efeitos da autorização de contratação direta até o julgamento definitivo do mérito. Além disso, solicita que o prefeito Sandro Mabel (União Brasil) e o secretário municipal de Saúde, Luiz Gaspar Pellizzer, apresentem estudos técnicos, pareceres jurídicos e documentos orçamentários que embasaram a dispensa de licitação.

“Essa cautelar é uma medida preventiva, que busca evitar prejuízo que, depois de consumado, dificilmente pode ser revertido. É dever de quem representa a população agir antes que o dinheiro público seja gasto de forma indevida. Goiânia precisa de transparência, de responsabilidade e de um governo que respeite os princípios básicos da boa gestão”, completou Aava Santiago.

Comentários:

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Viver Goiás
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR