Viver Goiás

Segunda-feira, 15 de Agosto de 2022

Notícias Entrevista

Vilão de Pantanal? Gabriel Santana fala sobre Renato e diz que Coringa, do Batman, e Carminha são inspirações

Ator que já esteve em ‘Chiquititas’ e ‘Malhação’ defende o personagem e diz entender suas motivações para o vilanismo

Vilão de Pantanal? Gabriel Santana fala sobre Renato e diz que Coringa, do Batman, e Carminha são inspirações
Carlo Locatelli / Divulgação
IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

Gabriel Santana interpreta Renato, um dos filhos da segunda família de Tenório (Murilo Benício) no sucesso “Pantanal”, da Globo. O personagem, que entrou com a trama já em andamento, vai demonstrar cada vez mais traços de vilanismo, personalidade que pode ter herdado do já conhecido mau-caratismo do pai.

O ator, que já participou de produções como “Chiquititas”, “Carcereiros” e “Malhação”, diz que o público já entendeu que o filho do meio de Zuleica (Aline Borges) é um dos mais parecidos com o pai:

“O Renato tem traços de personalidade que lembram os de Tenório, e minha intenção era deixar isso evidente para o público. Queria começar a trazer esse lado antagonista do personagem aos poucos, mas logo reagiram apontando que ele é um segundo Tenório. De qualquer forma, tenho certeza que o Renato tem bondade, assim como possui maldade. Ninguém é uma coisa só.”

Gabriel acredita que Renato pode ir longe demais para conquistar o tão sonhado reconhecimento de Tenório:

“Ele quer suprir a falta de paternidade, essa referência que sempre desejou e admira. Renato ouvia a história sofrida do Tenório e acreditava nela, e no final das contas se tornou uma pessoa amorosa, porém muito carente.”

O personagem mostra que é capaz de fazer tudo pelo pai logo de cara ao tratar mal Maria Bruaca (Isabel Teixeira), primeira esposa de Tenório, para chamar a atenção.

“Ele tem pensamentos completamente machistas, tanto que trata a Maria de forma arrogante e agressiva. Renato é complexo. A empatia dele é direcionada a família, sendo protetor e carinhoso. Com qualquer outra pessoa, ele não tem essa proteção, e por isso acaba sendo imoral. Podemos ver que ele trata mulheres de forma desrespeitosa, bem misógina. Por um lado, tem uma consciência racial muito boa, e por outro não vê a desigualdade entre homens e mulheres.”

O estreante no horário nobre da Globo antecipa que o final de seu personagem na trama irá dividir as opiniões do público: “Para quem não assistiu a primeira versão, vai se surpreender. Algumas pessoas vão achar que ele se redimiu pelos seus erros, outras não. Vai ser bem dubio para quem está assistindo!”

 

Química elogiada pelo autor

 

Gabriel conta que tem acompanhado as críticas de seu personagem, os comentários nas redes sociais, e que já recebeu até um comentário especial do autor Bruno Luperi:

“Acompanho no Twitter o que comentam do meu núcleo, e falam muito mal do meu personagem (risos). Mas ele é um vilão, então mostra que estou no caminho certo. Tenho a sensação de trabalho bem feito, estou realizado. A família como um todo tem atuado muito bem, o próprio Bruno Luperi mandou mensagem no grupo com os atores pretos afirmando que estava adorando nossa química.”

Para dar vida ao seu papel, o artista se inspirou em seus vilões favoritos do audiovisual, e revela o motivo de admirá-los:

“Me inspirei muito no Coringa, que critica muito a sociedade que vivemos. Também me motivei com a Carminha, de ‘Avenida Brasil’ e com o Tenório, que tenho certa empatia ao entender seu passado, justifica porque ele é assim. São personagens que têm motivações e nos fazem parar para pensar.”

Comentários:

Veja também

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!

Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )