Revista Viver Goiás

Amor em tempos de aplicativo

A tecnologia tem mudado costumes e unido casais pela internet

Ag~encia Brasil

A tecnologia tem ampliado cada vez mais as possibilidades de se realizar diferentes tarefas apenas por meio de toques no celular. Um exemplo são os aplicativos que possibilitam fazer compras, pagar contas, pedir comida e até encontrar alguém para se relacionar. E os aplicativos de paquera vieram para revolucionar costumes: os flertes e olhares que aconteciam num mesmo ambiente estão sendo substituídos por curtidas de fotos e perfis de pessoas que podem estar a quilômetros de distância. 

Aplicativos de relacionamento são cada vez mais usados em todo o mundo
Aplicativos de relacionamento são cada vez mais usados em todo o mundo - Divulgação/TV Brasil

Entre os aplicativos mais conhecidos está o Tinder, que foi lançado em 2012 e tem usuários em mais de 190 países. Só no Brasil são 10 milhões de cadastros. Foi com ele que o termo “match” ficou conhecido. “Dar match” significa que aquela pessoa pela qual você se interessou também tem interesse no seu perfil. Para se ter uma ideia, o Tinder contabiliza, por dia, 26 milhões de “matches” no mundo. Embora o termo tenha se popularizado, o psicanalista Christian Dunker destaca que a palavra ‘match’ é muito ruim. "Ela pode fazer a gente acreditar que o amor é um ‘match’ infinito, e não é. Quando a gente ama de verdade, a gente ama as imperfeições, a gente ama o que ele não tem, a gente ama aquilo que a gente pode acrescentar àquela vida para torná-la mais interessante”, argumenta.

Lenir entrou num site de relacionamentos por insistência da filha e lá conheceu Augusto. Estão juntos há dez anos
Lenir entrou num site de relacionamentos por insistência da filha e lá conheceu Augusto. Estão juntos há dez anos - Divulgação/TV Brasil

Para falar sobre esses relacionamentos no meio virtual, nossa equipe mostra casais que se conheceram por meio de aplicativos, pessoas que ainda estão em busca de um par e, ainda, um casal tradicional, que está junto há mais de 40 anos. Cada um conta a sua forma de se relacionar, as dificuldades e os desafios das relações. A professora Lenir Dourado conheceu o marido, Augusto, há dez anos, após uma de suas filhas inscrevê-la em um site de relacionamento. Lenir conta que o namoro foi à distância e o casamento por procuração. Só depois de cinco anos é que conseguiram morar juntos. “Às vezes eu brincava com meu esposo: ‘Ah, sabe que você podia ir lá pro outro quarto e eu ficar aqui, e a gente ficar na internet, me deu uma saudade de conversar com você”.

Ao mesmo tempo em que milhares de pessoas têm recorrido aos aplicativos para encontrar um par, há aquelas que os utilizam para aplicar golpes. A equipe do Caminhos da Reportagem foi a Valparaíso de Goiás para conhecer uma das 30 vítimas de Raimundo Nonato Silvério, o “Don Juan da internet”, um falso italiano que aplicou golpes no Distrito Federal e em Goiás. O programa também mostra questões que envolvem a privacidade e a segurança dos dados fornecidos por usuários, informações muito utilizadas por empresas de marketing. Vários aplicativos de relacionamento já tiveram dados vazados, expondo a identidade e dados íntimos dos seus participantes.   

Júnia e Thiago se conheceram no Tinder e se casaram em dezembro de 2018
Júnia e Thiago se conheceram no Tinder e se casaram em dezembro de 2018 - Divulgação/TV Brasil

Rodrigo Nejm, diretor de educação da Safernet Brasil, alerta que ao instalar um aplicativo no celular os usuários aceitam as condições e concordam com a possibilidade de terem seus dados gravados, comercializados ou compartilhados com outras empresas. “Quando você junta esse grande quebra-cabeça, você tem hoje uma grande base de dados sobre tudo que você faz na internet”, afirma.

Ficha técnica
Reportagem: Carlos Molinari
Produção: Amanda Cieglinski
Apoio à produção: Edvaldo Pereira dos Santos (estagiário – SP), Keilla Salvador (estagiária – DF) e Renata Cabral (RJ)
Imagens: Rogerio Verçoza e Sigmar Gonçalves
Apoio às imagens: Eduardo Viné Boldt (SP), Eusébio Gomes (RJ) e Jorge Brum (DF)
Auxílio técnico: Alexandre Souza, Dailton Matos
Apoio ao auxílio técnico: Edivan Viana (DF) e Maurício Aurélio Marcelo (SP)
Edição de texto: Suzana Guimarães
Edição de imagens e finalização: André Eustáquio e Rivaldo Martins
Arte: Pâmela Lopes

Fonte

Agência Brasil / TV Brasil
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Amor em tempos de aplicativo

Agência Brasil / TV Brasil

A tecnologia tem ampliado cada vez mais as possibilidades de se realizar diferentes tarefas apenas por meio de toques no celular. Um exemplo são os aplicativos que possibilitam fazer compras, pagar contas, pedir comida e até encontrar alguém para se relacionar. E os aplicativos de paquera vieram para revolucionar costumes: os flertes e olhares que aconteciam num mesmo ambiente estão sendo substituídos por curtidas de fotos e perfis de pessoas que podem estar a quilômetros de distância. 

Aplicativos de relacionamento são cada vez mais usados em todo o mundo
Aplicativos de relacionamento são cada vez mais usados em todo o mundo - Divulgação/TV Brasil

Entre os aplicativos mais conhecidos está o Tinder, que foi lançado em 2012 e tem usuários em mais de 190 países. Só no Brasil são 10 milhões de cadastros. Foi com ele que o termo “match” ficou conhecido. “Dar match” significa que aquela pessoa pela qual você se interessou também tem interesse no seu perfil. Para se ter uma ideia, o Tinder contabiliza, por dia, 26 milhões de “matches” no mundo. Embora o termo tenha se popularizado, o psicanalista Christian Dunker destaca que a palavra ‘match’ é muito ruim. "Ela pode fazer a gente acreditar que o amor é um ‘match’ infinito, e não é. Quando a gente ama de verdade, a gente ama as imperfeições, a gente ama o que ele não tem, a gente ama aquilo que a gente pode acrescentar àquela vida para torná-la mais interessante”, argumenta.

Lenir entrou num site de relacionamentos por insistência da filha e lá conheceu Augusto. Estão juntos há dez anos
Lenir entrou num site de relacionamentos por insistência da filha e lá conheceu Augusto. Estão juntos há dez anos - Divulgação/TV Brasil

Para falar sobre esses relacionamentos no meio virtual, nossa equipe mostra casais que se conheceram por meio de aplicativos, pessoas que ainda estão em busca de um par e, ainda, um casal tradicional, que está junto há mais de 40 anos. Cada um conta a sua forma de se relacionar, as dificuldades e os desafios das relações. A professora Lenir Dourado conheceu o marido, Augusto, há dez anos, após uma de suas filhas inscrevê-la em um site de relacionamento. Lenir conta que o namoro foi à distância e o casamento por procuração. Só depois de cinco anos é que conseguiram morar juntos. “Às vezes eu brincava com meu esposo: ‘Ah, sabe que você podia ir lá pro outro quarto e eu ficar aqui, e a gente ficar na internet, me deu uma saudade de conversar com você”.

Ao mesmo tempo em que milhares de pessoas têm recorrido aos aplicativos para encontrar um par, há aquelas que os utilizam para aplicar golpes. A equipe do Caminhos da Reportagem foi a Valparaíso de Goiás para conhecer uma das 30 vítimas de Raimundo Nonato Silvério, o “Don Juan da internet”, um falso italiano que aplicou golpes no Distrito Federal e em Goiás. O programa também mostra questões que envolvem a privacidade e a segurança dos dados fornecidos por usuários, informações muito utilizadas por empresas de marketing. Vários aplicativos de relacionamento já tiveram dados vazados, expondo a identidade e dados íntimos dos seus participantes.   

Júnia e Thiago se conheceram no Tinder e se casaram em dezembro de 2018
Júnia e Thiago se conheceram no Tinder e se casaram em dezembro de 2018 - Divulgação/TV Brasil

Rodrigo Nejm, diretor de educação da Safernet Brasil, alerta que ao instalar um aplicativo no celular os usuários aceitam as condições e concordam com a possibilidade de terem seus dados gravados, comercializados ou compartilhados com outras empresas. “Quando você junta esse grande quebra-cabeça, você tem hoje uma grande base de dados sobre tudo que você faz na internet”, afirma.

Ficha técnica
Reportagem: Carlos Molinari
Produção: Amanda Cieglinski
Apoio à produção: Edvaldo Pereira dos Santos (estagiário – SP), Keilla Salvador (estagiária – DF) e Renata Cabral (RJ)
Imagens: Rogerio Verçoza e Sigmar Gonçalves
Apoio às imagens: Eduardo Viné Boldt (SP), Eusébio Gomes (RJ) e Jorge Brum (DF)
Auxílio técnico: Alexandre Souza, Dailton Matos
Apoio ao auxílio técnico: Edivan Viana (DF) e Maurício Aurélio Marcelo (SP)
Edição de texto: Suzana Guimarães
Edição de imagens e finalização: André Eustáquio e Rivaldo Martins
Arte: Pâmela Lopes

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